Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 22/05/2020
A incoerência entre a interação do homem com a natureza trouxe consequências inesperadas que transformaram, numa escala mundial, a economia. Ao ponto de cidades globais pararem devido à pandemia da Covid-19, mostra a rapidez de contaminação e, como, pós um tempo, alguns governos enxergaram o controle eficaz para achatar a curva de casos em seus países. Em contrapartida, no Brasil, lugar com alta desinformação devido às disparidades sociais, o contexto de isolamento social e preocupação ambiental, politicamente, viraram piada e descaso. Portanto, é de extrema importância que a consciência coletiva seja estimulada por agentes com alto alcance e poder de influência.
Sob a perspectiva econômica, a Amazônia é muito atrativa, e por ser alvo de diversas ações tanto nacionais como internacionais, a vontade de diminuir a burocracia nela se manifestou, mais uma vez, no PL2633. Um projeto para facilitar a grilagem, ou seja, o acesso ilegal às terras, diminuindo a regulamentação, o que, basicamente, estimula o desmatamento e o genocídio indígena na região. Nessa linha de raciocínio, os animais que tiverem seus habitats naturais devastados, migram, e consigo trazem doenças infecciosas, entram em contato com animais muito próximos à alimentação do homem, podendo iniciar pandemias, como ocorreu pela ingestão do pangolim na China. Como já aconteceu com a H1N1 e a doença popularmente conhecida como Vaca Louca. A negligência do governo brasileiro ao que pesquisadores e cientistas dizem sobre o coronavírus aumenta o desrespeito às recomendações da Organização Mundial da Saúde pela população brasileira desinformada.
Nesse viés, existe a discussão que se as pessoas entrarem em isolamento, seguindo as normas da quarentena, a economia vai quebrar. Apesar de uma pandemia, o governo ainda fica relutante entre salvar vidas ou salvar o capital, isso é a necropolítica. Ademais, o sistema de saúde pública apresenta muitas falhas e, por causa dessa desvalorização, é inevitável a superlotação dos hospitais, onde o risco de contaminação é agravado. O que ressalta como incentivar aglomerações, não seguir as normas de isolamento social e levar a situação como piada apenas aumenta o cenário caótico do Brasil.
De a forma a dinamizar a organização socioeconômica de todos, o conjunto de ações particulares em prol da luta coletiva pelas vidas faz-se urgente. As instituições midiáticas e redes sociais, como grandes influenciadoras da maioria da população brasileira, devem apresentar as medidas de proteção a serem seguidas, além de incentivar o apoio aos negócios pequenos e locais, visto que quase todos oferecem delivery ou interação online, para que esses não cheguem à falência. Em suma, é necessário que todos se reinventem, para se adaptar ao novo mundo em surgimento.