Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 21/05/2020

O impacto do coronavírus na economia não pode ser visto hodiernamente, como uma mera questão isolada. Em tempo, a situação deve ser avaliada como um grave problema que abrange aspectos não apenas de saúde pública, bem como aspectos que incluem: a economia e as formas de socialização entre os indivíduos durante a pandemia. Desse modo, é preciso avaliar a problemática no tocante das mudanças de hábitos e o isolamento social dos indivíduos.

Indubitavelmente, o isolamento social é o mecanismo de maior eficácia ao combate da disseminação do novo coronavírus. É perceptível que tal medida paliativa tem efeito positivo no âmbito da saúde pública, contudo, o afastamento social também traz consigo consequências negativas na área econômica afetando a exemplo: a indústria e o mercado informal de trabalho, setores importantes na fomentação da economia nacional e mundial. Com isso, o distanciamento social por muito inviabiliza a atividade profissional de inúmeras categorias, especialmente os trabalhadores informais como vendedores ambulantes que dependem do fluxo de pessoas para movimentação dos seus negócios, além de incapacitar o funcionamento de empresas como as do setor terciário, aumentando o número de demissões e consequentemente o número de desempregados.

Assim sendo, percebe-se que o impacto do coronavírus não se limita apenas a um único aspecto ou setor. O desemprego gerado pelos motivos supracitados aliado aos fatores de necessidades básicas como alimentação podem desencadear o aumento de criminalidade a exemplo o furto e roubo de supermercados e outros estabelecimentos comerciais, gerando assim um outro problema desta vez de cunho social. Assim, é perceptível que a problemática em questão pode atingir diferentes setores e de diferentes formas a sociedade. Todavia, avaliar a relação entre a relevância dos impactos econômicos e os impactos de saúde pública é de suma importância para que se encontre um ponto de equilíbrio no enfrentamento da covid-19.

Em virtude dos fatos mencionados, é imprescindível que o governo por meio dos seus órgãos competentes como o ministério da saúde e de suas forças polícias adote respectivamente a conjuntura da conscientização e da fiscalização. A conscientização através de propagandas nos mais diversos mecanismos de informação como redes sociais e programas de televisão aliada a fiscalização por meio da aplicação de multas por descumprimento das medidas restritivas são peças fundamentais para a solução desta problemática. Portanto, é notório que através de medidas baseadas no isolamento social e mudança de hábitos poderá haver um possível afrouxamento das medidas restritivas no intuito de evitar o colapso do sistema de saúde e da economia.