Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 21/05/2020
Em março deste ano, a Organização Mundial de Saúde, OMS, decretou pandemia mundial pelo novo coronavírus, COVID-19. Esse patógeno, segundo a OMS, apesar de menos letal, é mais contagioso que outras variedades de vírus que se propagam pelo ar, como o H1N1 e o SARS. Com vista à diminuição do contágio, muitas cidades do mundo estabeleceram medidas de isolamento social. Assim, é esperada uma grande recessão econômica mundial, pois as cadeias produtivas, por falta de trabalhadores, ficam impossibilitadas de atuarem e o nível de consumo tende a manter-se baixo mesmo após o término da crise.
De início, vale ressaltar que por não poderem contar com pessoas para pleno funcionamento, muitas indústrias têm que demitir. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, mais de 50% das famílias brasileiras sofrem com demissões causadas pela pandemia. Assim, é estabelecida uma espiral de agravamento da crise econômica, já que desempregados não possuem recursos para consumir e, sem consumidores, não há faturamento da indústria.
Além disso, os comportamentos adquiridos durante a pandemia, como o de poupança e o de menor consumo, tendem a perdurar. Para a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, quase metade da população brasileira tem como meta financeira para 2020 a formação de poupança. Isso deve à instabilidade financeira agravada pelo vírus, dado que como ainda são incertas as dimensões dos danos causados à economia, muitos optam por acautelarem-se contra futuros reveses.
Para que os efeitos da pandemia sejam minorados é mister que o Governo Federal atue contra a queda de poder aquisitivo do brasileiro. Para tanto, é preciso que o auxílio dado a autônomos e desempregados seja aumentado. Os recursos para isso podem ser obtidos pela taxação de grandes fortunas, prevista constitucionalmente. Dessarte, o consumo aumentará e haverá maior demanda por produtos, o que incrementará a produção industrial e gerará mais empregos.