Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 23/05/2020
No final da Primeira Guerra Mundial, a gripe espanhola propagou-se pelo mundo e abalou a economia da época. De modo semelhante, o novo coronavírus provocou uma instabilidade financeira mundial e seus reflexos podem ser observados não apenas na recessão econômica brasileira como também no aumento da dívida pública do país. Desse modo, é necessário que haja uma análise sobre esse cenário com a finalidade de encontrar soluções para essa problemática.
Em primeiro plano, a pandemia do coronavírus resultou em um período de recessão global, o que impacta fortemente na economia brasileira. Por ser um país que tem como base econômica a exportação de produtos primários, o Brasil se encontra em uma posição desfavorável no cenário global, visto que há, nesse período de instabilidade, um declíno acentuado na demanda internacional (sobretudo chinesa, seu principal importador) por gêneros agrícolas que - de acordo com a teoria da lei e oferta, proposta pelo economista liberal Adam Smith - perdem valor de mercado. Como resultado, o país é sofre com o aumento do desemprego e da inflação e, consequentemente, da diminuição do poder aquisitivo das famílias.
Além disso, os altos gastos do governo para conter o vírus aumentam em níveis alarmantes a dívida pública. O endividamento interno histórico somado as pesadas dívidas contraídas pelo Estado com o objetivo de manter os empregos dos funcionários, garantir renda aos trabalhadores informais e salvar vidas são fatores que antecipam uma difícil e demorada recuperação monetária do país.
Portanto, fica nítido a urgência em investimentos maciços do Governo Federal, em conformidade com o Ministério da Saúde, em testes rápidos e grátis de diagnóstico da doença, além da necessidade de injetar dinheiro na economia, através do aumento de crédito dos bancos para investidores. Com isso, espera-se que os danos dessa pandemia sejam minimizados tanto na área da saúde quanto na área financeira.