Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 21/05/2020
Corona vírus, a gripe que parou o mundo. O vírus de origem chinesa tomou proporções inesperadas e resultou em países fechando as portas até para si mesmos. De fato, com o isolamento social, a influência da pandemia na economia foi inevitável, não só o aumento do desemprego, como também as opiniões conflitantes entre o Ministério da Saúde e o Ministério da economia contribuíram para o desequilíbrio econômico e a falta de informação das pessoas perante à problemática. Por conseguinte, a insegurança tomou conta, feito um real vírus, da população brasileira.
Sem dúvida, o Covid-19 afetou diretamente o nível de desemprego no Brasil. Com o fechamento indeterminado de estabelecimentos comerciais, a receita, principalmente dos pequenos proprietários, foi incapaz de suprir os salários dos funcionários. Ante a essa realidade, o número de desempregados, que beirava os 13 milhões no primeiro trimestre de 2020, poderá dobrar segundo o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia. Exponencialmente, em vez do valor do real, são os números de pobreza que crescem no Brasil.
Outrossim, as divergências de opiniões entre os Ministérios da saúde e da economia agravam a falta de informação da população e o período de crise. Com efeito, a propaganda de que “o povo não pode parar”, do presidente da república, para justificar a retomada do comércio, vai contra todas as recomendações médicas e, por aumentar a contradição de informação entre as pessoas, é uma das causas para a demora do país a voltar à realidade. Em contrapartida, regiões que seguiram as devidas recomendações, como a província Canadense de British Columbia, gradativamente dão seus primeiros passos para reabrir lojas e já deram fim ao isolamento social. Isto é, seguir as instruções médicas, andar de máscara, permanecer em casa, passar álcool em gel e evitar contato físico são essenciais para que o nível de contaminação diminua e enfim o povo possa voltar à rotina.
Frente a essa realidade, o acordo entre o setor econômico e o de saúde é essencial. Sem dúvida, uma campanha de sensibilização do governo, em que o conteúdo compactue com as diretrizes de ambos os setores, com linguagem clara e objetiva e que justifique o isolamento social, que informe medidas de descontaminação de produtos, instruções para sair de casa, devidamente protegidos e em situações emergenciais, reduzirá os riscos de contaminação a fim de acelerar o fim da pandemia. Além disso, quanto maior o acesso a informação e incentivo a permanecer na quarentena, mais preparadas as pessoas estarão, assim que o país tiver controle sobre a situação, ao sair de casa normalmente.