Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 22/05/2020

O avanço do novo coronavírus está afetando diretamente os mercados ao redor do mundo e,junto com ele, também tem elevado as preocupações dos investidores sobre os impactos na economia global. O Fundo Monetário Internacional (FMI), já afirmou que cerca de 154 países vão apresentar recuo das atividades econômicas este ano e a recuperação de suas economias poderá levar anos para ocorrer efetivamente. Segundo economistas, os impactos causados pelo vírus já são maiores que a crise financeira de 2008.

A doença do coronavírus (COVID-19) é altamente infecciosa, logo a quarentena é a única forma comprovada efetivamente eficaz de diminuir a velocidade da contaminação do vírus. Contudo, manter tudo fechado e sem funcionamento, provocou a quebra das cadeias globais de produção, e de demanda, com todos os consumidores parando de consumir ao redor do mundo. A partir desse fato, globalmente as empresas projetam lucros menores para 2020, e sem a ajuda necessária, podem demitir trabalhadores em grandes quantidades para conseguirem se manter em funcionamento. No pior dos cenários, de acordo com analistas de economia, o Brasil poderá chegar a 20 milhões de desempregados entre julho e setembro. Ademais, médias e pequenas empresas podem vir à falência.

A instabilidade da situação mundial vem provocando perdas ultrajantes nas bolsas de valores, visto que as bolsas são afetadas pelas repercussões e enfrentam oscilações diante dos acontecimentos globais. Entre as ações mais afetadas estão as de companhias aéreas, empresas do setor de turismo, e automóveis; mas com a crise planetária todos os setores perderam significativamente valor de mercado. Diversos governos passaram a liberar grandes quantias de dinheiro para reduzir os impactos, malgrado o sentimento de pânico ainda prevalece no mercado, uma vez que é impossível mensurar até quando a pandemia imperará e haverá a reabertura das atividades.

Tendo em vista os argumentos supracitados, a principal e provavelmente forma mais eficaz de salvar as economias é a partir da injeção de dinheiro governamental, isso pode ser feito a partir de programas de garantia de empréstimos, por exemplo. É crucial que os governos não deixem empresas em insolvência falirem e demitirem trabalhadores. Além disso, iniciativas emergenciais como a suspensão de execuções hipotecárias ,isenções fiscais , ou até mesmo a suspensão do corte de água e serviço de internet para aqueles que não podem pagar, como feito na Espanha, são medidas que podem ajudar a mudar o quadro econômico mundial.