Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 22/05/2020

À frente das mudanças

René Descartes, conhecido como o Pai da Filosofia Moderna, no século XVII, dizia: “Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis “. Embora séculos tenham se passado, desde a época em que viveu o filósofo francês, questões como os danos econômicos ocasionados pela pandemia ,no Brasil, ainda são consideradas problemas atuais difíceis de serem solucionados, tendo em vista a discrepância social e os métodos preventivos como o isolamento que estagna o ciclo econômico . Isso preocupa a  sociedade brasileira, por ser a causa de bastantes obstáculos sociais.

Diante disso, há quem diga que um país, cuja população recebe de forma igualitária o direito e a dignidade humana, é utópico.Em virtude disso, há de se questionar acerca de que mundo deseja-se para os bisnetos, confirmando o questionamento do filósofo Richard Roty. Na nação hodierna, com o avanço da globalização e do sistema politico vigente,aumenta a desigualdade democrática, no qual um grupo social vive com alto poder de compra e o outro sobrevive na miséria, aferindo os direitos garantidos pela  constituição.

Inegavelmente, o óbice intensifica-se quando não é dada a devida resolução ao pleito, considerando desde a paralisação de ambulantes e comerciantes formais até o regresso de voos aéreos, enfraquecendo o fluxo econômico global . Diante do fato, Nicolau Maquiavel, filósofo italiano, refletia sobre as dificuldades em buscar modificações na sociedade, uma vez que dizia: “Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança “. Logo, aderir os meios de prevenção aos cuidados com o meio econômico será a tarefa árdua, mas possível.

É mister, portanto, que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge, então, o Governo Federal juntamente com os meios tecnológicos, poderiam criar debates virtuais com comerciantes e empresários, a fim de criarem uma alternativa tecnológica segura de vendas, com intuito de respeitar as medidas da OMS (Organização mundial da saúde) e manter o comercio ativo; cabe-lhes ainda aferir a dignidade e o direito humano dos cidadãos que sobrevivem na miséria. Ademais, cabe a população criar campanhas para arrecadar doações de alimentos e higiene de limpeza para os mais afetados economicamente, com Objetivo de amenizar o quadro crescente de brasileiros autônomos passando fome nessa “crise biológica” . Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, problemas considerados difíceis de serem solucionados, poderão tornar-se fáceis, desde que se tenha coragem de estar à frente das mudanças.