Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 22/05/2020
A economia internacional é um corpo que durante toda a sua história já presenciou e reconstruiu-se após inúmeras crises, todavia, o que enfrenta-se agora com a pandemia do recente coronavírus é algo novo e totalmente único frente a tudo que já se passou. Tal ocorrência se dá pelo fato de que nunca antes foi de tamanha necessidade o balanço entre prosseguir com a economia e aumentar o contágio, ou estancar fundos, investimentos e empreendimentos em uma tentativa de reduzir a transmissão pela COVID-19.
O, de modo geral, primeiro impacto econômico da pandemia foi a alarmante diminuição dos mercados de consumo e produção chineses, uma vez que a China é um dos maiores importadores de commodities de minérios e grãos do mundo e, no tempo presente, vem a se qualificar uma grande força em exportação de eletrônicos e outras maquinofaturas complexas. Contudo, o berço da pandemia não é o único fruto de desafios à maquina capitalista, uma vez que os EUA ,o maior modelo de consumo e inovação tecno-científica do mundo, se encontra em uma situação de calamidade, com mais de 1,5 milhão de casos confirmados da doença, um sistema de saúde em colapso e com recessão prevista em torno de 2% de seu PIB.
O Brasil, por sua vez, está também distante a escapar da lista dos países mais abalados pelo coronavírus, sendo um especial afetado pelo fato de ainda estar se recuperando da crise de 2015-2016 e, por tal fator, se tornará ainda mais desafiador sobrepor a redução estimada de 0,48% em seu PIB. Também conta ser citado que pela diminuição do mercado de commodities brasileiras, a desagregação do capital especulativo na bolsa de valores e os gastos em suprir os seguros dos mais de 150 mil novos desempregados por consequências do distanciamento social, o país, segundo o próprio secretário do Tesouro Nacional, parece fechar o ano com cerca de 85% de seu PIB como dívidas brutas.
Como estratégia para tentar amenizar as consequências que a pandemia trará às economias é necessário primordialmente que os governos do mundo tomem seriedade de que além de um desastre social, a morte generalizada de pessoas significaria uma lacuna considerável na futura e atual população economicamente ativa, dessa forma torna-se essencial a garantia de programas públicos às populações mais afetadas, não deixando, é claro, de serem salvaguardados os direitos básicos às iniciativas privadas para conseguirem se flexibilizar e sobreviver à crise que se passa.