Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 23/05/2020
No século XIV, a peste negra matou um terço da população europeia e gerou uma crise profunda durante a Baixa Idade Média, afetando o feudalismo. A pandemia no século XIV se assemelha com a atual na questão do isolamento e a incerteza do futuro. Além da morte, há preocupação com a fome, pois milhões de pessoas precisam de uma fonte de renda para sobreviver e estão sendo impedidas pelo coronavírus.
O coronavírus está causando, um grande impacto nos setores produtivos, desemprego e recordes negativos na bolsa de valores devido a fuga de investimentos, principalmente nos países emergentes, em busca de segurança. Segundo a Unctad, o Covid-19 pode custar um trilhão de dólares para a economia global e desacelerar em 2% seu crescimento. Outra questão muito preocupante é que a falência de micro e médias empresas gerará um espaço no mercado que será ocupado pelas grandes empresas, por consequência, a disparidade da concentração de renda aumentará incidindo em uma maior desigualdade social.
O isolamento é uma forma de evitar a superlotação de hospitais e diminuir a velocidade da contaminação e salvar milhões de vidas, porém, isso afeta diretamente os cidadãos, principalmente, trabalhadores informais. Para amenizar a situação no caso do Brasil, o governo providenciou um auxílio de 600 reais mensais por três meses, mas se a situação de isolamento persistir, o governo será incapaz de manter este auxílio sem a impressão de papel moeda pelo Banco Central, o que gerará inflação que aliada ao aumento do desemprego tornará os impactos socioeconômicos muito mais profundos.
A redução do isolamento social e reabertura econômica devem ocorrer de acordo com a situação de cada país, evitando um novo pico no número de casos. A esfera federal de cada país deve determinar a obrigatoriedade da utilização de equipamentos de proteção individual, enquanto a estadual flexibilizar as atuais medidas restritivas perante dados da regressão da pandemia em seus respectivos estados, visando o equilíbrio entre o controle da doença e a diminuição do dano social e econômico.