Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 23/05/2020

As demissões em massa que empresas e e pequenos negócios estão realizando, estabelecimentos fechando pela falta de clientes, moedas como o dólar sofrendo constantes altas em relação a outras moedas e a dificuldade que muitas empresas enfrentam em reinventar o seu modo de vendas, estão levando a economia a um grande declínio.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, estima-se que 30% das empresas em torno do mundo realizaram demissões em massa de seus funcionários, com a economia estagnada devido ao isolamento, não existem formas de subsidiá-los, no Brasil, esse número cresce para 40%. A dificuldade que empresários de pequenos negócios encontram com a burocracia no sistema bancário para adquirir crédito para a continuidade ao negócio em meio a pandemia, leva alguns a demitirem seus funcionários para não lidar com tantos procedimentos, segundo matéria do mesmo jornal.

Em termos filosóficos, John Donne dizia que “nenhum homem é uma ilha”, e isso é perfeitamente aplicável a situação, visto que todos estão sofrendo as penalidades impostas pela economia parada, não apenas alguns grupos seletivamente, apesar da desigualdade entre grupos. O número de estabelecimentos fechados aumentou em pelo menos 35%, segundo o G1, que também noticiou a alta consecutiva do dólar durante vários dias, deixando visível a desigualdade existente entre o Brasil e outros países desenvolvidos. Apesar de no Brasil, as lojas aderirem ao “delivery”, ainda existem dificuldades, os recursos ainda são limitados para muitos, que não podem custear a entrega do objeto, sem encarecer o produto, o que dificulta a venda.

Diante deste cenário, cabe ao estado de cada país, garantidor e mantenedor da economia, elaborar políticas que não permitam atingir o trabalhador em tempo tão frágil, colocando o mesmo em situação de vulnerabilidade. E claro, aos bancos, que elaborem políticas de crédito, para manutenção de pequenos negócios, evitando a demissão em massa de tantos funcionários.