Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 02/12/2020

A hecatombe viral e o abalo pecuniário

Com a Globalização-realizada na segunda metade do século XX-houve uma escalada na integração financeira entre os países.Nesse sentido,a crise erigida pela propagação do Sars-CoV-2 impactou todo o mundo,sendo,todavia,mais severa em nações emergentes-como o Brasil.Sendo assim,não só é válido analisar as repercussões microeconômicas,como também faz-se necessário uma averiguação holística.

Em primeiro lugar,de acordo com o economista Karl Marx,as tribulações monetárias globais ocasionam a formação de um ‘’exército’’ de mão de obra reserva,devido às demissões.Sob esse viés,a pandemia promoveu um desemprego conjuntural em massa,haja vista que a falência de pequenas e médias empresas ocorreu em virtude da descensão do consumo.Desse modo,nota-se,lamentavelmente,uma tendência de retroalimentação em que o receio de sair da residência para executar a consumição estabelece o corte no número de empregos,enquanto esse reduz o capital circulante para possíveis compras.

Outrossim,consoante o geógrafo brasileiro Milton Santos,a Globalização detém uma faceta perversa,na qual Estados mais indigentes e/ou mais desorganizados são vulneráveis.Nessa perspectiva,a difusão da Covid-19 por uma rede integrada acarreta o aumento dos gastos com setores de saúde,além de engendrar o incremento da carestia,uma vez que é mais vantajoso exportar,e,consequentemente,produtos e serviços em âmbito nacional são encarecidos.Dessarte,os Governos voltam-se,infelizmente,para a captação de empréstimos junto às instituições fazendárias,como o Fundo Monetário Internacional(FMI),de maneira que ocorre a ampliação do endividamento público.

Cabe evidenciar,por conseguinte,o papel do Ministério da Economia na mitigação da problemática.Tal entidade deve,por intermédio de tributação pública e sanção presidencial,incentivar a solvência das pequenas e médias corporações,através de pacotes pecuniários com juros diminutos,a exemplo da União Europeia,com o fito de fomentar a manutenção empregatícia e estimular a circulação de moeda pelo retorno do consumo aos patamares normais.