Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 24/05/2020
São visíveis, pela a população mundial, os impactos gerados nas mais variáveis áreas em decorrência da atual pandemia do coronavírus, tanto em nível nacional como em nível global. A economia é uma das principais áreas afetadas, gerando efeitos que vão desde o nível interno, como desemprego e aumento de desigualdades sociais, até níveis internacionais, como desglobalização e crise nas relações internacionais.
Em um primeiro momento, deve-se citar como consequência econômica do atual momento de crise na saúde pública, o aumento do desemprego, comprovado por recentes pesquisas realizadas pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – que ao analisar o primeiro trimestre de 2020 concluiu que 12,9% da população brasileira encontra-se desempregada. Diante disso, pode-se citar como uma das causas desse cenário, a enorme quantidade dos chamados trabalhadores informais na economia brasileira, ou seja, aqueles sem carteira assinada. Sem consumidores nas ruas para seus produtos, juntamente com a resistência da ajuda monetária pelo governo federal, essa classe é uma das mais afetadas, aumentando-se assim, o nível das disparidades sociais, miserabilidade e pobreza, o que pode levar o país, em um curto espaço de tempo, retornar ao chamado mapa da fome da ONU, quadro que reúne principais países que possuem populações ingerindo uma quantidade diária de calorias inferior ao recomendado.
Um outro ponto a destacar como impacto na economia diante do enfrentamento da pandemia relaciona-se ao âmbito internacional. Com verdadeiras guerras por respiradores, equipamentos de proteções individuais, métodos de testagens, todas elas contribuem para a chamada desglobalização, ou seja, processo de diminuir as interdependências e as integrações entre países, já que a grande maioria das nações estão voltadas para necessidades internas. Diante desses conflitos, agravam-se as crises nas relações internacionais, afetando, por exemplo, as exportações para a China, principal parceiro comercial do Brasil, responsável por uma importante parcela do PIB brasileiro, índice que mede o nível de atividade econômica do país.
Portanto, diante dos problemas econômicos ocasionados pela atual crise de calamidade pública, cabe ao Estado o papel de amenizar os impactos gerados, devendo o governo federal acelerar a liberação de ajuda monetária para a população mais afetada, bem como a união dos Ministério da Economia e das Relações Exteriores na definição de um plano de retorno de crescimento econômico com aumento de investimentos internos – criando o imposto sobre grandes fortunas, por exemplo - e investimentos externos através da ampliação dos parceiros econômicos internacionais.