Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 26/05/2020

A Crise de 1929, como ficou conhecida, foi uma intensa depressão econômica que atingiu o capitalismo internacional e marcou a decadência do liberalismo econômico naquele momento, o que, como consequenciência, causou um enorme aumento de demissões e a acentuação da pobreza no epicentro da crise - os Estados Unidos. Contemporaniamente, com a pandemia do coronavirus e as medidas necessárias de distanciamento, a economia global tem encontrado diversas dificuldades para se manter favorável, o que abre espaço para o debate sobre como o desemprego em massa e os impactos na educação provocados pelo cenário vigente afetam diretamente no setor econômico.

Em primeira análise, é importante compreender que, a falta de circulação de pessoas, motivada pela quarentena, contribuiu para a queda dos lucros de inúmeras empresas, o que, consequentemente, acarretou o desemprego exacerbado. Segundo o sociólogo Karl Marx, em seu livro O Capital, a compra e venda da força de trabalho são a base do sistema capitalista. Nesse sentido, com a dependência de trabalhadores que a balança comercial favorável tem, é explícito que, no contexto atual, onde, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 1,2 milhão de pessoas perderam seus empregos, o aumento geral da taxa de desemprego se torna um forte aliado para uma crise financeira global.

Por conseguinte, é indispensável analisar que, o fato do setor educacional ser um dos mais prejudicados no quadro hodierno, o desenvolvimento da economia afeta-se também como consequência. Em consonância com esse tema, a sócia da consultoria americana Oliver Wyman, Ana Carla Abrão, afirma que a produtividade é o grande motor do crescimento, e que, quando os profissionais são qualificados, produzem mais, aumentando o potencial de crescimento da economia, a geração de emprego e renda. Em síntese, fica claro que quanto menores forem os índices de qualidade da educação de um país, menor será sua prosperidade econômica.

Dessarte, é mister a ação do governo para a possível resolução do problema. Para a reconstrução da economia após a pandemia, é necessário que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em coletivo com o Ministério da Educação (MEC), crie, por meio de verbas governamentais, cursos de qualificações gratuitos, tendo como público alvo os novos profissionais, com finalidade de aumentar a eficiência na produção, e desse modo suprir as carências de ambos os setores. Enfim, com respeito a Constituição, será possível construir uma sociedade mais evoluída economicamente, e, ademais, superar a crise do Covid-19.