Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 26/05/2020

A modernidade líquida, desenvolvida pelo filósofo Zygmunt Bauman, é caracterizada pela crise política e econômica em que a sociedade da época está inserida. Nesse sentido, a proliferação do coronavírus em escala mundial e a adoção de medidas de segurança resultaram na diminuição do PIB nacional e do fechamento diversas fábricas e centros comerciais que, por conseguinte, impacta diretamente na economia. Diante dessa perspectiva, são necessários recursos capazes de sanar esse problema.

Deve-se pontuar, de início, a situação do Produto Interno Bruto como fator na economia durante a pandemia. Tendo em vista o episódio da crise de 1929, que aconteceu devido a quebra na bolsa de valores de Nova York, a situação econômica dos países está sendo comprometida de maneira similar ao ocorrido nessa década. Nesse aspecto, com a medida de isolamento social para evitar o contágio do vírus, as indústrias e os serviços apresentam um descompasso para manter-se em funcionamento, o que resulta no fenômeno de recessão: decrescimento do PIB em função das irregularidades produtivas.

Ademais, a pandemia afeta não só o PIB dos países, mas também a dinâmica dos grandes polos comerciais. De maneira análoga ao pensamento do filósofo Karl Marx, em situações de alto nível de crise- seja ela diretamente na economia ou não- o mercado e a produtividade não consegue se manter em harmonia. Dessa forma, é coerente afirmar que a resposta vigente para impedir a proliferação em massa do vírus gera a diminuição da produção e do mercado consumidor por parte das indústrias. Em virtude disso, as empresas acabam por demitir seus funcionários devido à diminuição do lucro e aumento das despesas.

Portanto, medidas são primordiais para a solução desse problema. O Estado deve investir em obras públicas de infraestrutura, com objetivo de  de regularizar a economia, por meio de serviços e empregos que aumentem a circulação do capital nacional. Além disso, os bancos devem flexibilizar o resgate de créditos, a fim de impedir a falência das empresas.