Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 27/05/2020
No romance ‘‘A Bela e a Fera’’, é mostrado que a protagonista, Bela, foi obrigada a fugir de sua terra natal devido a Peste Negra, pandemia que assolou o mundo no século 14. Fora da ficção, a nova pandemia é tratada por meio do isolamento social. Entretanto, de maneira semelhante a realidade de Bela, o novo vírus resulta em problemas econômicos no Brasil. Pode-se dizer que a falta de experiência com trabalhos a distância e o congelamento da educação corroboram para a problemática. Todavia, é imperativa a intervenção estatal para a resolução dos problemas.
Em primeiro plano, devido ao necessário confinamento, as pessoas são impedidas de trabalharem fisicamente, ou seja, são obrigadas a migrarem para os serviços digitais. Acerca do uso de tecnologias, o cientista Carl Sagan, disse que: ’’ Vivemos em uma sociedade extremamente dependente de ciências e tecnologia. Mas que pouco se sabe sobre ciências e tecnologia.’’. Infelizmente, as pessoas se contentam em usufruir de tecnologias em detrimento de entendê-las. Desta maneira, muitos cidadãos não conseguem continuar sua rotina de trabalho, pelo fato de que não entendem como usar as ferramentas - isso inclui computadores, internet etc- para o trabalho a distância, o que impede a progressão da economia. Portanto, as operações que poderiam ser realizadas de forma digital deixam de serem executadas, devido a falta de conhecimento acerca do mundo cibernético.
Ademais, ocorreu um estagnação da educação brasileira, visto que a quarentena impossibilita o contato do aluno com o professor de forma física e o ensino a distância é pouco desenvolvido. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o trabalho é a ideia mais importante em uma sociedade. Com efeito, a quebra da educação impossibilita que estudantes concluam seus respectivos cursos e, por consequência, ocorre a diminuição da quantidade de pessoas no mercado de trabalho. Sendo assim, a ausência de aulas presenciais, bem como a desinstitucionalização da internet, impede a progressão do ensino o que acarreta em uma demanda de trabalho maior do que o número de operários disponíveis.
Destarte, as Faculdades e os Institutos Federais devem promover palestras virtuais e elucidativas que expliquem o uso da internet como ferramenta de trabalho a distância. Além disso, é necessário que o Governo Federal destine verbas ao Ministério da Educação e esse, por sua vez, compre Chips com internet para os alunos que não tem acesso a esse privilégio, para que a modalidade do ensino a distância consiga abranger uma maior parcela de estudantes. Pois, somente assim, será possível dar continuidade a educação e, por resultado, amenizar os danos econômicos da pandemia do Coronavírus.