Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 02/06/2020

Após o “crack”  da bolsa de Nova York em 1929, o mundo vivenciou uma crise econômica que  afe-tou significativamente diversas esferas sociais. Nesse contexto, o “New Deal” surgiu a fim de assegurar que o Estado auxiliasse no restabelecimento da ordem econômica e social. Atualmente, com a crise proveniente da pandemia do novo coronavírus, o mundo está vivenciando uma situação anormal que impacta diretamente setores econômicos, políticos e da comunidade. Dessa forma, é relevante analisar as consequências da crise financeira na esfera social, bem como o papel do Estado no caos atual.

A priori, é importante compreender os efeitos econômicos da pandemia nas áreas da sociedade. Nessa perspectiva, observa-se que a população periférica sofre ainda mais com a invisibilidade social, uma vez que a negligência com os grupos que se encontram em vulnerabilidade socioeconômica é acentuada. Para elucidar essa questão, pode-se citar o romance Vidas Secas, já que o autor denuncia o descaso estatal e da própria sociedade com os grupos mais vulneráveis. Ademais, também é notório o aumento da fome e da miséria de alguns grupos em decorrência da crise financeira que assola o país nesse momento de calamidade pública. Conforme dados divulgados pelo jornal Colabora, desde o início da pandemia, a vida das pessoas em situação de rua no Brasil tornou-se ainda mais precárias.

Outrossim, também é relevante observar o papel do Estado na mitigação da crise econômica oriun-da da pandemia. Nesse sentido, torna-se bastante nítido o retrocesso econômico vivenciado nesse pe-ríodo, principalmente pela acentuação das medidas protecionistas que visam à redução dos gastos es-tatais. Dessa maneira, observa-se o aumento do desemprego e da estagnação da economia, o que faz com que seja necessária uma inovação das atividades comerciais a fim de amenizar os impactos na balança econômica. Assim, de acordo com a teoria Keynesiana, em situações de crise, o Estado deve intervir em três áreas para amenizar os efeitos da insegurança pública: a administrativa - para reduzir os gastos internos do governo -, a social - para garantir os direitos da Constituição que asseguram a estabilidade social -, e a econômica - para reduzir o desemprego e garantir o progresso do país.

Portanto, é notório os impactos da pandemia do coronavírus na economia do país. Por isso, é necessário que ONG’s, com o apoio de governos estaduais, assistam os grupos periféricos que se encontram em vulnerabilidade socioeconômica. Isso pode ser feito por meio de ações solidárias, como a doação de alimentos e materiais de higiene, a fim de amenizar os impactos econômicos sobre as camadas sociais, uma vez que a empatia é a melhor solução nesse período de calamidade. Ademais, também é importante que o Ministério da Fazenda invista em fontes alternativas de comércio, a fim de dinamizar mais a economia do país e evitar déficits ainda maiores.