Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 28/05/2020
Hodiernamente a atenção global está voltada para a contenção do avanço do novo vírus da família coronaviridae, o covid-19, que vem acarretando inúmeras mortes em escala mundial. Nesse ínterim, os países tomaram diversas medidas profiláticas na tentativa de reter a doença, tais como o isolamento social, quarentena e a divulgação de informações de como se portar diante de tal cenário.
A priori, é certo que a propagação desse vírus afeta a economia, uma vez que, conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, IPEA, a pandemia ocasionaria muitas adversidades, como a ruptura das cadeias, já que a falta de consumidores somado com a grande oferta de produtos, gera um lapso. Ademais, com a quebra das empresas, os índices do aumento de desemprego são inevitáveis, além de que a crise pandêmica pode levar à uma fuga de capitais em países em desenvolvimento, desvalorizando a moeda local. Análogo a isso, segundo o Fundo Monetário Internacional, FMI, cerca de 80% dos países apresentarão recuo das atividades econômicas no ano de 2020, e a Organização Mundial do Comércio, OMC, afirma que o comércio global recuará cerca de 32%.
A posteriori, o IPEA sustenta que o distanciamento social é uma das formas mais eficazes no combate ao coronavírus, visto que dificulta difusão da enfermidade. Não obstante, embora haja toda mobilização para requisitar o isolamento, de acordo com o Datafolha, em torno de 28% dos brasileiros não cooperam com o mesmo e continuam a realizar atividades que, em sua maioria são de cunho recreativo, o que revela tamanha displicência com a atual conjuntura, podendo-se associar a citação de Jean Jacques Rousseau onde diz que “a vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos”, ou seja, para que haja uma incursão maior no desenvolvimento da cura, e para precaver-se de uma crise econômica, o propósito deve ser acolhido por todos para que haja sucesso.
Em suma, é de indubitável importância que os indivíduos sigam as orientações dos Ministérios da Saúde, para que evite o aumento de infectados, somado às intervenções em setores estratégicos como os serviços sociais e empresas, juntamente com o auxílio emergencial do governo para as camadas mais necessitadas da população, sejam atitudes que contribuirão para a retomada do crescimento gradativo econômico pós-pandemia.