Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 29/05/2020
Na obra “O grande Gatsby” é apresentado o “estilo de vida americano” e a configuração social consumista dos EUA no período. Hoje, porém, essa característica é mundial e reflete diretamente os impactos negativos da pandemia de coronavírus na economia. Nessa conjectura, a redução dos lucros pela paralisação das atividades e, também, o elevado quantitativo de demissões caracterizam o período atual.
Convém destacar, a priori, que a pausa nas atividades reduziu o lucro de muitas empresas. Isso por conta do fechamento físico das unidades e impossibilidade de trabalhar diante da crise de saúde pública, resultando na queda de negociações e vendas de muitas empresas. Uma analogia pode ser feita com a crise de Ebola no continente africano em que muitos comércios foram fechados e o impacto econômico atingiu também o turismo, reduzindo parte da renda geral. Dessa forma, é notório que os impactos da pandemia ultrapassam a saúde e atingem desde o comércio local até as grandes organizações.
Ademais, a redução de lucros está intimamente ligada com o aumento no número de desempregados. Isso porque, para manter as contas, muitas empresas apelam para demissões em massa, que agravam ainda mais o cenário de crise econômica. Um bom exemplo foi a crise de 29 e o elevado número de desempregados decorrentes da quebra da bolsa de Nova Iorque. Dessa maneira, é perceptível que, em momentos de grande instabilidade econômica, os trabalhadores são os primeiros afetados e agravam a crise ainda mais.
Diante dos fatos apresentados, é ideal uma ação entre prefeituras, comércios locais e centos de empresários para a organização da reabertura gradual do comércio com restrições que protejam clientes e funcionários por meio do uso de máscaras nos estabelecimentos, fornecimento de álcool em gel e realização de limpezas diárias e especificas para proteção contra o vírus, com o objetivo de voltar às atividades com segurança e tomando as medidas sanitárias adequadas para todos. Além disso, é necessária uma parceria da iniciativa público-privada entre os governos estaduais e empresas regionais para o fornecimento de bonificação para organizações que mantenham os funcionários e os salários, por meio de isenção temporária de impostos, pagamento de auxílio e incentivos fiscais que estimulem as empresas a continuarem funcionando na crise e reduzirem o impacto negativo da pandemia na economia.