Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 31/05/2020
A maior pandemia da história moderna foi a gripe espanhola de 1918-1919. A OMS (Organização Mundial da Saúde) avalia em cerca de 500 milhões as pessoas infectadas e 50 milhões de mortes. O impacto na economia mundial foi dramático. Na atualidade, a disseminação do COVID-19 significa que haverá uma desaceleração mais intensa da economia. Fato que exige mobilização da sociedade mundial para reduzir a taxa de transmissão e minimizar os efeitos deletérios desse indesejável cenário.
Inicialmente, em uma conjuntura de não haver vacina no curto prazo, o Fundo Monetário Internacional (FMI) previu que a pandemia causaria a pior crise econômica desde a Grande Depressão de 1929. Embora a taxa de mortalidade do coronavírus seja menor que a da gripe espanhola, a estimativa é de que o seu custo econômico será mais grave. Espera-se, dessa forma, altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto, e retração em praticamente todo o medidor de atividade econômica, em diversos países no mundo.
Além do mais, o FMI anunciou a previsão de queda de 3% na produção global em 2020. No Brasil, a revista Valor Investe, em estudo de cenários, registrou em março de 2020, previsão de queda de até 7,7% da economia brasileira. Portanto, infere-se a contração da economia em países ricos e emergentes, indistintamente, com milhões de empregos ameaçados.
Por tudo isso, as autoridades devem garantir, via Secretarias de Saúde, que os hospitais tenham os recursos humanos, materiais e tecnológicos bastantes, para tratar pacientes e proteger médicos e enfermeiros, reduzindo, assim, a taxa de transmissão. Isso se faz através do disciplinamento, via Poder Legislativo, para que os bancos centrais disponibilizem recursos do tesouro de cada país, criando orçamentos especiais voltados para a saúde e economia. Além disso, às famílias mais vulneráveis devem receber auxílio pecuniário via bancos públicos; e contribuir no sucesso de eventual isolamento social. Assim, o melhor tipo de estímulo econômico, será a diminuição da taxa de propagação do vírus.