Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 01/06/2020
Produção industrial decadente e baixo comércio. Altas taxas de demissão e renda cada dia mais precária. Outrora vista em 1929 com a grande depressão, a crise vivenciada hoje traz consigo tais fatores demonstrativos dos impactos causados pela recessão na economia, consequente da pandemia do Coronavírus. Lado a lado aos problemas de saúde, observa-se a redução do comércio global que, de acordo com dados do G1, já apresenta queda de 13% e previsões de ultrapassar os 32%, valor da queda na grande depressão. Dessa forma, é notável o crescimento do abalo gerado pela pandemia não apenas na saúde, mas também no mercado mundial, uma vez que, segundo o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC) Roberto Azevedo, é a pior previsão da história desde a criação da OMC em 1995.
Primeiramente, nota-se a propagação do Sars-CoV-2 (Coronavírus) como fator constitutivo da crise. Isso posto que tal propagação gera a saturação do Sistema Único de Saúde (SUS) devido a sua alta curva epidêmica, significando que existem mais casos do que as unidades de saúde podem acompanhar, dado que não existe tratamento conhecido para a doença causada (Covid-19). Consoante, de acordo com dados do Congresso em Foco o número de infectados ultrapassa os 500 mil, provocando alerta populacional, diminuindo o comércio e, consequentemente, a renda - sobretudo do setor terceirizado.
Paralelamente, evidencia-se a crise brasileira gerada não apenas pela falta da renda básica, tendo em vista que os subsídios governamentais não condizem o padrão de vida mínimo da população, mas, também, pelos baixos investimentos estatais no setor da saúde nos ultimos anos - com a aprovação da PEC 55, que definiu o teto de gastos no setor da saúde e educação - gerando estagnação da expectativa do atendimento e tornando o setor da saúde precário para atendimentos emergenciais, como em casos epidemológicos.
Portanto, é visível o impacto econômico e a recessão do comércio mundial consequente do advento do Coronavírus. Destarte, é necessário que o Ministério da Saúde e o Ministério do Comércio em parceria com a OMC, realize a reparação, antes de tudo, do SUS para correção da curva epidêmica, por meio de multas para cumprimento do isolamento social, e, por conseguinte, crie medidas de preparo da economia para uma recuperação rápida, por meio de incentivos fiscais, apoio econômico para empresas pequenas e vulneráveis, e efetividade dos subsídios injetados através da Rede de Seguridade Social, para que, então, haja efetividade no combate ao vírus e à crise econômica, diminuindo os impactos do Coronavírus na economia brasileira.