Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 08/06/2020

A globalização foi uma das razões que ampliou as problemáticas em relação à crise do coronavírus. Sem dúvidas, a mesma também será responsável para que os impactos econômicos sejam amenizados, contudo, não se pode esperar que a recessão chegue no seu ápice para que medidas sejam tomadas. Todavia essa não é uma preocupação na sociedade brasileira, uma vez que a economia está caminhando para um caos total. Por motivos de ausência de auxílio do Governo Federal para manter pequenas empresas e a escassa assistência com os desempregados, a esperança de que a pandemia não deixe uma marca extremamente significativa, reduz cada vez mais.

Como supracitado, os microempresários estão sem amparo nesse momento tão conflituoso. Com o início do contágio em grande escala, foi determinado o isolamento social no Brasil, medida mais eficaz até o momento. Entretanto, os comerciantes de pequenos e médios negócios ficaram em uma situação sem expectativa de permanecerem abertos. Com mais de 690 mil pessoas infectadas, conforme o Ministério da Saúde, as empresas, as quais estão inativas há 3 meses, vão continuar em desespero por tempo indeterminado. Sem pronunciamento de uma possível contribuição governamental, até abril, mais de 600 mil pequenos empreendimentos fecharam as portas, segundo a CNN Brasil. Desta forma, o número só tende a crescer e, também, proporcionar impasses financeiros e psicológicos.

Outrossim, é inquestionável a importância do consumo para a retomada econômica. De acordo com Adam Smith, a riqueza de uma nação é a riqueza de seu povo e não dos governantes, apesar dos brasileiros estarem sem perspectivas em um contexto tão delicado. Em concordância ao Jornal Nexo, mais de 5 milhões de pessoas perderam seus empregos até o final de maio, ou seja, pessoas que não conseguirão participar ativamente na economia para que ela retome. Mesmo que o comércio volte, 15% da população ativa, conforme o Nexo, não terão condições de comprar produtos não essenciais, assim a retração prevista pelo Fundo Monetário Internacional, de 5,3, pode ser ainda maior. Além disso,a crescente busca por trabalhos informais intensificou, com mais de 3,7 milhões, segundo o IBGE.

Nesse contexto, medidas são necessárias para amenizar o impasse. Conforme Newton, um corpo mantém em inércia até que uma força aja sobre ele, dessa maneira, só haverá melhoras caso o Ministério da Economia, juntamente do Poder Executivo, implantar uma medida de salvaguarda, ou seja, microempresas (até 20 funcionários) são protegidas por meio de um auxílio concebido de 15% do PIB continental. Além disso, o Governo Federal deve obrigar a redução na taxa de juros, o que possibilita as pessoas de quitarem suas dívidas e terem a possibilidade de ajudar ativamente o comércio. Com essas atitudes, o Brasil não está ileso das dificuldades, porém se recuperará facilmente.