Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 02/06/2020
Durante o ano de 2008, uma grave crise imobiliária assolou diversos países no mundo onde, por conta da queda brusca e repentina dos preços de imoveis no setor financeiro, muitos investidores e empresas vieram à falência. Paralelamente, a pandemia de COVID-19 e, consequentemente, o isolamento social contemporâneo, levaram não só à redução do consumo e problemas para pequenos e grandes empresários, mas também gerou crises dentro da bolsa de valores que superam a de 2008. Portanto, é evidente a necessidade de intervenções e união dos diversos setores da economia para apaziguarem as dificuldades em meio ao isolamento social.
A priori, é importante comentar a redução do consumo derivado do menor contato com propagandas em meio ao isolamento social derivado da pandemia. A esse respeito, de acordo com Hokheimer, filósofo da escola de Frankfurt, o grande agente da economia atual são as propagandas, em suas diversas faces, e a venda de ideias que promovem o consumo. Entretanto, sob tal óptica, o isolamento de grandes contingentes populacionais limita o contato destes com certas espécies de propagandas voltadas ao consumo - pela maior enfase dada às informações referentes ao coronavírus nas redes de informação - e dificulta o processo de compra por meio de várias medidas de segurança (como a limitação do número de pessoas em lojas).
Além disso, vale ressaltar o insigne impacto que a atual pandemia teve na bolsa de valores. Acerca dessas perspectiva, baseando-se nos princípios neoliberais desenvolvidos por Margaret Thatcher, ex-primeira ministra inglesa, a procura e consumo de certo produto tem grande influxo no seu valor, fazendo com que variações nessas áreas exijam adaptações tanto da empresa quanto das instituições financeiras. Nesse sentido, com a redução do movimento de capital nos setores de viagens, turismo, combustíveis e atividades industriais (derivada da diminuição do consumo comentada), ações na bolsa de valores relacionadas com essas importantes atividades tiveram bruscas quedas em seus valores, acarretando na falência de inúmeras empresas e investidores. Tal impasse, unido à diminuição do consumismo, pode, logicamente, “afundar” vários países e merece maior atenção por conta disso.
Com base nos fatos discorridos, percebe-se a necessidade de políticas que diminuam os impactos econômicos derivados da pandemia contemporânea. Para tanto, os Poderes Executivos e Ministérios dos países mais afetados devem auxiliar os pequenos e grandes empresários, por meio de empréstimos proporcionais ao tamanho do empreendimento (tais auxílios devem ter teto de 15.000 reais) e/ou incentivos fiscais às empresas que começaram sua carreira pouco antes da pandemia. Com isso, os efeitos da queda no consumo e as variações dentro da bolsa de valores serão amenizados.