Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 03/06/2020

Muito se discute os efeitos econômicos que a nova doença global pode representar. De fato, quando a saúde mundial é afetada, sem dúvida,  as perdas monetárias se multiplicam exponencialmente. Nesse contexto, faz-se necessária uma avaliação cuidadosa  sobre a alta demanda na contenção da doença e seus reflexos na redução da produtividade em geral.

Em primeiro plano, é possível observar que para  proteger as pessoas é preciso desmobilizar uma parte importante dos recursos. De fato, para permitir o isolamento social, houve um resfriamento da economia. Exemplo disso, são as várias empresas que decretaram falência por não suportarem as despesas sem a geração de receitas ainda que tenham recebido auxílio do governo.

Além das paralizações que mantém pessoas em casa, outras atividades precisam ser reforçadas, principalmente as relacionadas ao combate à pandemia. É o se vê no incremento de toda a cadeia produtiva ligada à saúde e segurança sanitária. Um bom exemplo são os hospitais de campanha a serem construídos rapidamente e todo o suporte à indústria farmacêutica; fabricação de aparelhos e insumos relacionados. Tais fomentos aquecem alguns setores enquanto outros falem.

Por todos esses aspectos de retração financeira, não há como negar a necessidade de um Estado atuante na preservação do produto interno. A princípio, em parceria público-privada, a reconversão industrial pode ser o caminho para evitar falências, desemprego e desabastecimento. Com efeito, fábricas de tecido podem fabricar máscaras e vestimentas médicas, as de automóveis fornecem equipamentos para respiradores entre outros. Por outro lado, cada um pode fazer sua parte em ajudar a economia local comprando de pequenos produtores. Dessa forma, o esforço conjunto possibilitará amenizar os impactos do que será lembrado como uma grande guerra sanitária mundial.