Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 03/06/2020
Ao término da segunda guerra mundial, a economia europeia estava desestruturada e foi necessário o advento do plano Marshall, que tinha como intuito reerguer os países afetados por meio de empréstimos bancários concedidos pelo governo estadunidense. Analogamente, no contexto nacional, o Brasil se encontra em uma crise econômica grave devido à pandemia do novo coronavírus, que tem como desdobramentos o aumento na taxa de desemprego e dos gastos públicos.
A princípio, é evidente que, com a eclosão da pandemia, o número de brasileiros desempregados aumentou e que a demanda de serviços informais diminuiu. Consequentemente, as famílias que antes dependiam desses empregos, agora se encontram em uma nova realidade e precisam buscar maneiras de conseguir pagar suas dívidas e se proteger contra a proliferação do vírus. Com isso, muitos brasileiros têm se tornado reféns de um auxílio do governo, tendo-o como uma forma de alívio. Em contrapartida, a concessão desse benefício fragiliza ainda mais a economia do país.
Além disso, essa crise na saúde gerou um aumento inesperado dos gastos públicos, visto que há a necessidade de redirecionar verba para a estruturação dos sistemas de saúde. Assim, aliado a queda na economia pela limitação do comércio como medida de segurança, esse rearranjo de dinheiro público faz com que possa faltar em outros setores importantes, como a educação, por exemplo.
Diante do que foi exposto, cabe, portanto, ao Ministério da Economia - que é o órgão responsável por formular políticas econômicas - avaliar de forma mais cautelosa quem realmente se encaixa nos requisitos para receber o auxílio. Isso pode ser feito por intermédio de tornar mais rigorosas as pré-avaliações do aplicativo fornecido pelo governo, com o intuito de evitar que o dinheiro público seja usado sem real necessidade. Desse modo, assim como ocorreu no cenário pós-guerra, faz-se necessário a adoção de políticas e planos para que a economia se reestruture.