Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 08/06/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a precarização da economia devido a pandemia, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não na prática, e o problema persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela baixa produção industrial, quanto do baixo consumo no comércio. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o impacto na economia deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, muitas industrias têm interrompido suas produções, exceto em setores considerados como serviços essenciais. Por conseguinte, empresas perdem faturamento, pioram o acesso ao crédito e funcionários ficam desempregados.

Outrossim, destaca-se a queda do comércio como promotor do problema. De acordo com o Banco Mundial a economia brasileira vai  encolher 8% em 2020. Partindo desse pressuposto, o mercado brasileiro passou a estimar retração de 5,89% do PIB(Produto Interno Bruto) em 2020, advindo da falta de alto consumo comercial. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o comércio desaquecido contribui para perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na Brasil. Destarte, com o intuito de mitigar o impacto da pandemia na economia, necessitasse, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio dos estados, e esses por sua vez, para os municípios que promoverão aos cidadãos um benefício, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.