Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 23/06/2020
No filme “contágio” lançado em 2011, é retratado os efeitos de um vírus mortal que provoca uma pandemia que se instaura na terra. Neste sentido, a produção foca em mostrar as consequências diretas e indiretas que a doença provoca às pessoas. Fora da ficção, e paradoxalmente 9 anos depois de “contágio”, o cenário global atual é semelhante ao descrito na cinematografia. A pandemia do “Sars-Cov-19” (coronavírus) está ocasionando, de maneira devastadora, mortes e a recessão global, trazendo como consequências financeiras: falências e demissões em massa.
É necessário pontuar que de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a única maneira efetiva de evitar a contaminação do covid-19 e desacelerar sua progressão, é com o isolamento social - também chamado de quarentena. Com isso, as pessoas devem permanecer em suas residências até ser seguro sair novamente. Nessa situação, a maioria das empresas não podem exercer suas atividades, logo, não são rentáveis. Esse quadro pode levar à falência. Uma vez que as companhias não possuem mão de obra nem demanda por serviços e produtos. Segundo a Organização do Comércio Mundial (OMC), cerca de 90% das companhias não estão obtendo lucros desde o inicio da quarentena, gerando um deficit mundial não visto desde a quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929.
Por conseguinte, os empreendimentos demitem de modo massivo, levando milhões de pessoas ao desemprego. No Brasil, segundo dados da Previdência Social, mais de cinco milhões de brasileiros solicitaram o seguro desemprego entre os meses de Abril e Maio de 2020. Uma grande quantidade em um curto espaço de tempo não vista desde a crise de 2008. Além de fatores sociais, como a fome, por exemplo, a atual situação corrobora para a diminuição do poder de compra da população. Contribuindo assim, para uma menor demanda de consumo de bens e serviços. Que como consequência, isso influi para uma menor quantidade de mão de obra necessária no mercado de trabalho. Logo, o desemprego tende a manter-se enquanto a demanda trabalhista não voltar a crescer.
Portando, se faz necessário medidas para se amenizar o quadro atual. Dessa forma, é impressionável que o Ministério da Economia, conceda por meio de lei, crédito emergencial e incentivos fiscais as empresas com o intuito de evitar falências que tem como consequência demissões. Ademais, o Ministério do Trabalho, pode conceder por meio de lei, a extensão do prazo de seguro desemprego com o objetivo de aumentar o poder de compra da população desempregada. Com isso, será possível contingenciar os impactos financeiros da pandemia do coronavírus.