Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 19/07/2020
De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês falecido em 2017, a velocidade é a principal marca dos dias de hoje. Nesse sentido, a rapidez que caracteriza a pós-modernidade afeta negativamente diversos aspectos da vida cotidiana, dentre eles, o impacto da pandemia Coronavírus ou Covid-19 na economia. Um grande reflexo da atual conjuntura é a alarmante crise na saúde pública no Brasil devido a negligência por parte do governo, bem como a mentalidade individualista da população. Logo, é imperativo que o poder público e a sociedade se unam para enfrentar esse problema.
Segundo o artigo 196 da Constituição Federal do Brasil de 1988 a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Entretanto, a atual situação vivenciada no mundo contradiz essa lógica, pois as autoridades e os empresários em geral não estão respeitando as exigências sanitárias adequadas e propiciando, dessa forma, a proliferação do vírus de forma mais rápida e perigosa para a população. um exemplo disso, cita-se, o mercado de frutos do mar de Wuhan, na China, o qual foi ponto de partida para o contágio do Covid-19. Em suma, é notório que, embora existam recomendações da Organização Mundial de Saúde - OMS, a sua aplicação não está sendo realizada em grandes proporções.
Em segundo lugar, destaca-se que a contenção do vírus só é possível se todas as pessoas e nações assumirem o compromisso com a coletividade. Nesse sentido, tal esforço se mostra um grande desafio, uma vez que a sociedade liquida e marcada por relações egocêntricas e fragmentadas, como ressalta Bauman em sua sociologia. Isso pode ser observado no descumprimento da principal medida de profilaxia: o distanciamento social – parte da população e até a liderança máxima do nosso país não estão evitando aglomerações. Desse modo, a união da sociedade é essencial para garantir o bem-estar coletivo e combater a pandemia global.
A atuação dos governantes na saúde aliada ao compromisso da sociedade na proliferação do vírus são, portanto, os caminhos que devem ser trilhados pela população mundial objetivando combater o Coronavírus. Para tanto, o Ministério da Saúde, que promove a assistência da população na saúde por meio do Sistema Único de Saúde, devem em conjunto com o Poder Executivo investir em métodos de não contágio, além de investir em pesquisas no que tange a disseminação do vírus com o objetivo do retorno das atividades rotineiras das pessoas com o devido cuidado. Ademais, o Governo Federal em paralelo com o Ministério da Educação e a grande mídia devem criar campanhas de conscientização da comunidade em geral sobre as medidas de prevenção, para que os impactos dessa doença possam ser minimizados e as vidas sejam preservadas. Afinal, segundo Paulo Freire se a educação não conseguir transformar uma sociedade, sem esta, tampouco, a sociedade conseguirá mudar.