Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 17/06/2020
No contexto atual,vive-se a pandemia do coronavírus,essa é caracterizada por um grande número de casos da doença,os quais atingem diversos países e continentes.O novo coronavírus,também chamado de SARS-COV2, o qual desencadeia a doença COVID-19,surgiu na cidade chinesa de Wuhan e foi descoberto no final de 2019.Enquanto no corpo físico ele causa comprometimento respiratório,no corpo social esse vírus está desencadeando grandes impactos na economia mundial.
A princípio,segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI),à pandemia da COVID-19 estima-se um retrocesso de aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB) global,ou seja,provavelmente nenhum país sairá ileso economicamente.Haja vista,essa recessão econômica representa uma efetiva desaceleração da economia mundial,por exemplo,a interrupção nas cadeias de suprimentos globais-como no caso do Brasil,que importa produtos manufaturados da China para a fabricação de artigos brasileiros-e de fato,o bloqueio nesse fluxo vai gerar grandes impactos.Ademais,essa repercussão irá trazer consequências pelos próximos anos - como afirma a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Outrossim,a crise evidenciada pelo SARS-COV2 não exige apenas o afrouxamento de regras orçamentárias,e sim repensar o papel do Estado na sociedade a fim de superar as carências históricas que a pandemia tornou perceptível.Dito isso,a grande questão visível no Brasil durante esse momento é o descuidado com o Sistema Único de Saúde (SUS) - uma vez que,os hospitais não disponibilizam de estrutura física e financeira para oferecer atendimento a todos os infectados e isso,obviamente implica no aumento do número de casos,e consequentemente na quantidade de óbitos.Portanto,há um desrespeito ao artigo 196 da Constituição Cidadã de 1988, na qual “a saúde é direito de todos e dever do Estado”.
Logo,medidas devem ser aplicadas para mitigar os impactos econômicos com o propósito de estabelecer uma constância econômica neste momento delicado.Para isso,ações do Ministério da Economia devem ser planejadas juntamente com o Ministério da Saúde - ao primeiro,cabe a reestruturação econômica do país com a situação imediata,reduzindo fundos eleitorais,os quais podem ser utilizados para a compra de insumos hospitalares e testes para o diagnóstico precoce da doença, contratação de mais profissionais e ampliação dos hospitais de referência;ao segundo, é de responsabilidade implementar um fluxograma de atendimento desde as Unidades Básicas de Saúde (UBS) até os hospitais de referência com o objetivo de garantir que todos os cidadãos brasileiros terão atendimento seguro,universal,integral e equânime.