Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 17/06/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, no Brasil, o que fora abordado pelo autor manteve-se no âmbito literário, uma vez que a morosidade do governo ao combater a COVID - 19 reflete um cenário desafiador. Incita-se, dessa forma, analisarmos as principais causas dessa problemática em nosso país.

Em primeiro plano, é preciso destacar que as autoridades públicas não se empenharam na liberação de verbas para Estados e Prefeituras no início da pandemia; medida que manteria intacta a maioria dos empregos nas pequenas e médias empresas. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), mais de 70% da mão de obra brasileira provém desse setor. É inadiável que o poder público atue, pois a paralisação da indústria, comércio e serviços, levará a economia nacional à bancarrota.

Outrossim, é imperativo que seja implantado o isolamento social, já que não há vacina nem remédios para enfrentar esse desastre. Consoante o filósofo grego Aristóteles, em seu livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade e o bem-estar da população. Essa prática traz brevidade na retomada da população ao mercado de trabalho, o que acelera a retomada da economia e do convívio social, minimizando deveras a crise econômica.

Portanto, pode-se inferir que a demora em combater o coronavírus, é um tema relevante e que carece de soluções. Dito isso, faz-se mister que o Tribunal de Conas da União, por intermédio dos Ministérios da Economia e das Cidades, direcione verbas a Estados e Municípios e abra linhas de crédito de longo prazo com carência e juros baixos, a fim de oferecer o serviço a todos os envolvidos, com o intuito de salvaguar empregos e manter o confinamento. Desse modo, atenuar-se-á o impacto nocivo desse mal, e a coletividade alcançará a Utopia de More.