Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 17/06/2020

De acordo com Marshall McLuhan, filósofo canadense, a sociedade vive em uma aldeia global, na qual as distâncias físicas parecem ter diminuído. Contudo, tal aproximação, no que diz respeito a disseminação de doenças, não é positiva. Porque, por exemplo, o coronavírus, que começou na China, ultrapassou os limites territoriais e infectou pessoas de todos os países, o que resultou em uma crise econômica e social. Destarte, é fundamental destacar os impactos dessa pandemia para o mercado, a fim de mitigá-los e evitar um caos monetário.

É sabido, antes de tudo, que o desemprego em massa é uma consequência direta dessa doença. O isolamento social foi uma estratégia utilizada pelos países, para que o contágio da infecção fosse reduzido. Entretanto, tal medida foi a responsável por fazer o mercado afundar em uma crise sem precedentes, pois as empresas, para diminuírem os custos e permanecerem abertas, optaram por demitir boa parcela de seus funcionários. Prova disso está na reportagem da “Folha de São Paulo”, na qual ela afirma que 1,5 milhão de brasileiros busca pelo seguro-desemprego. Como reflexo disso,as pessoas, além de perderem suas funções  e estabilidade, não possuem mais poder de compra, uma vez que para isso é preciso que possuam salários. Dessa forma, fica nítido que essa demissão generalizada implicará resultados negativos superiores ao da crise de 1929.

Ademais, convém destacar que a falência empresarial também é um impacto da pandemia. Em 1929, os Estados Unidos enfrentaram uma crise econômica que afetou todos os países aliados a ele, de forma que houve uma recessão global e ela ficou conhecida como “a grande crise”. Assim, parece que a história está se repetindo, porque, em 2020, o mundo se encontra diante de um caos mercadológico, uma vez que  manter negócios abertos se tornou quase impossível e a bancarrota generalizada desse setor é uma garantia. Exemplo disso são as empresas de turismo, de hotelaria, de aviação e o uber  que precisam de pessoas consumindo e se deslocando, mas que, com o risco de contágio, não podem sair de casa . Dessa maneira, nota-se que é preciso encontrar soluções rápidas  para salvar o mercado.

Torna-se claro, portanto, que a pandemia do coronavírus possui impactos econômicos que podem ser irreversíveis. A fim de minimizá-los, é necessário que a Organização Mundial do Comércio em parceria com os Ministérios de Economia de cada país promova um projeto de auxílio para as empresas, por meio da redução dos juros, diminuição da burocracia e oferecimento de subsídios para elas conseguirem manter seus funcionários, evitando, assim, o desemprego em massa e a falência. Desse modo,  os efeitos serão diminuídos e será possível enxergar os benefícios de se viver em uma aldeia global.