Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 18/06/2020
Antes de tudo, podemos relembrar a crise nos anos 2000 quando a China enfrentou uma epidemia pelo vírus Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) que a levou a uma grande retração econômica . No entanto, ações tomadas em 2002 e 2003, serviram para que o problema fosse melhor gerido no País. Nessa perspectiva, medidas são tomadas diariamente para conter o avanço do novo Coronavírus e diminuir a queda da economia mundial.
Hodiernamente, os impactos da pandemia na economia levaram a Organização Mundial do Comércio (OMC) a prever que comércio global recuará em até 32% neste ano. Visto isso, grandes potências mundiais baixaram suas taxas de juros em 0,5 pontos percentuais, de 2,9% para 2,4%, em apenas um dia, mesmo assim os mercados não reagiram bem e as bolsas mundiais caíram. Foi assim que perceberam que o problema é muito grave do que se parece. Com o seu alto poder de contaminação, o Covid19 fez com que todos os comércios, serviços, escolas, fossem fechados. Pessoas foram obrigadas a ficar em casa em quarentena. Ocasionando assim, um abalo enorme na demanda e na oferta.
Mormente, é fulcral observar que a atividade econômica é dividida entre: consumo das famílias, investimento das empresas, gastos públicos do governo, importação e exportação. O consumo das famílias está caindo por conta do aumento das demissões, interrupções da produção industrial, fechamentos dos comércios e das fronteiras. Escolas impedidas de funcionar, dificultando os pais que precisam trabalhar e não tenham com quem deixar seus filhos, precisando faltar ao trabalho, criando assim um efeito cascata na economia. De acordo com a Federal Reserve System (FED - quem define a política monetária aplicada no país) as taxas de juros foram baixadas e os Bancos facilitaram a tomada de crédito para empresas (que normalmente é difícil acontecer na prática) para que o mercado consiga ter maior liquidez. Em contra partida, as vendas online tem disparado por conta do isolamento e por conta da limitação de consumo externo, fazendo com que tudo que esteja na internet seja consumido.
Dessa forma, percebemos que o ano de 2020 não conseguirá se recuperar até o primeiro semestre de 2021 e levará esforços de anos anteriores para índices mais baixos desde a última crise de 1929, onde o mundo viveu uma grande depressão. Até descobrirmos uma vacina para conter o vírus, teremos um mundo com mais déficit, dívidas e desempregos. Destarte, é imprescindível que o G7, grupo de países mais industrializados e ricos do mundo, criem ações combinadas e definam medidas de estímulo fiscal na tentativa de limitar os danos econômicos.
Foi o maior corte de juros, desde a crise de 2008, em um único dia, e mesmo assim os mercados não reagiram muito bem. Um alerta de que o problema é muito mais profundo do que se imagina.