Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 22/06/2020
Em 1929, a Grande Depressão representou uma crise econômica que afetou diversos países de maneira interligada. Não tão diferente do cenário atual, os efeitos monetários da pandemia do Covid-19 abalam não só as nações da mesma ordem, mas o mundo todo. Isso porque, devido a implementação de medidas de contenção da doença, a retração do mercado representa uma ameaça à arrecadação pública, o que reflete no bem-estar social. Logo, diante da ciclicidade dos impactos, é crucial buscar alternativas para a amenização de tal conjuntura.
A priori, é válido analisar como o isolamento social contribui para a retração dos índices econômicos. Em consonância com o utilitarismo quantitativo de Benthan, em que a ação ética deve causar o maior número de bem-estar social, pode-se considerar que, em um contexto de colapso no sistema de saúde, a taxa de afastamento se mostra inversamente proporcional à disseminação da doença. No entanto, em efeito da inatividade de estabelecimentos não essenciais do setor terciário e também do escalonamento industrial, no Brasil a taxa de desemprego aumentou em mais de 15% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Tal fato, demonstra uma diminuição da renda que, consequentemente, afeta o poder de compra das pessoas e desestimula possíveis investidores. Diante desses fatores, surgem diversas consequências que evidenciam a sistematicidade da crise atual.
Dentre outros efeitos, a efetivação dos serviços básicos são os mais afetados. Isso porque, com a atenuação de vários segmentos como varejo, alimentação e transportes, somado a instabilidade das relações comerciais internacionais, visto que, segundo a Confederação Nacional da Indústria, as exportações diminuíram em mais de 8%, pode-se inferir que há uma diminuição da arrecadação de impostos pela esfera pública. Nesse contexto, percebe-se a dificuldade na disponibilização de recursos necessários para suprir despesas como educação, infraestrutura urbana e, principalmente, a saúde que, de praxe encontra-se deficiente de equipamentos para o tratamento da pandemia. Dessa forma, é incontestável a urgência em ações que modifiquem essa conjuntura e os seus impactos.
Diante do exposto, nota-se que os impactos econômicos do Covid-19 ocorrem em esfera internacional e, no Brasil, refletem na estrutura social. Para amenizar esse cenário, urge que o Ministério da Economia controle as taxas de desemprego no país, mediante acordos de subsídio de segmentos impactados em troca da manutenção do quantitativo de funcionários contratados, a fim de preservar a renda das pessoas. Ademais, os Governos Estaduais precisam impulsionar o empreendedorismo nesse período de crise, fornecendo incentivos fiscais no intuito de atrair investidores. Assim, será possível aumentar o isolamento social e cumprir a ética quantitativa por meio da menor disseminação.