Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 22/06/2020
A pandemia de coronavírus tem sido um dilema para os governantes, de modo que, por ser uma doença que sobrecarrega o sistema de saúde, o isolamento social é a única forma, até o momento, encontrada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para frear os altos índices de contágio. No entanto, ao isolar os cidadãos em casa e fechar alguns setores da economia, como os estabelecimentos de produtos não essenciais, há, consequentemente, um menor fluxo de moeda. Nesse sentido, o Governo Federal lançou o auxílio emergencial, de forma que isso tem por finalidade injetar dinheiro na economia, ou seja, oferecer à população uma maior poder de compra. Entretanto, os efeitos da pandemia já está aí e, infelizmente, tendem a ser negativos, diante dos dados divulgados recentemente.
É importante ressaltar, primeiramente, que, conforme defendido pelo ex-presidente Lula, nenhuma medida de recuperação econômica deve ser coloca acima do direito de preservação da vida. Sendo assim, análogo a esse ponto de vista, percebe-se que as medidas de distanciamento social tem por finalidade o controle da pandemia. Em contrapartida, tal medida reflete diretamente na economia e isso pode acabar tumultuando, ainda mais, o sistema de gestão governamental durante esse momento, visto que o aumento de alguns indicadores econômicos, como o desemprego, provocado pela pandemia, acaba interferindo na ordem vigente, de maneira que a fome, em crescente, pode fazer com que os índices de violência aumentem. Posto isso, é essencial que o Governo invista no isolamento social, sem se esquecer das pessoas que não tem condição, sem apoio estatal, de cumprir com a quarentena.
Ademais, cabe mencionar que os impactos dessa pandemia na economia é de proporções gigantescas, uma vez que as mortes, além da perca humana, representa também em um menor número de consumidores circulando. Além disso, a retração da economia é algo que estimula o desemprego, já que haverá um maior contingente de empresas declarando falência. De acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), só esse ano, a economia mundial encolherá 4,4%. Dessa forma, medidas devem ser tomadas, para que essa crise não afete tanto os mais necessitados.
Portanto, em conformidade com o economista John Keynes, somente com uma intervenção estatal que uma economia em crise pode reaquecer. Desse modo, o Estado, como órgão regulador do fluxo econômico em um país, deve, por meio de uma medida de distribuição de renda, como o auxílio emergencial do governo brasileiro, injetar dinheiro na economia, de jeito que isso possibilite às pessoas que o seu poder de compra não seja afetado durante a pandemia. Tal medida terá por finalidade manter a economia dinâmica e ativa, sendo o fluxo de moeda como objeto fundamental nessa solução.