Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 24/06/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, os impactos da pandemia do novo coronavírus evitam que parcela da população desfrute desse direito universal, tendo impactos mais evidentes na população mais pobre, devido a desigualdade social preexistente no Brasil, além de ser impulsionada pelo acesso defasado à informação. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para estabilizar a riqueza da nação durante a pandemia.

Primeiramente, é importante salientar que esses surtos patológicos tem efeitos mais visíveis nas populações menos afortunadas. Uma vez que, durante a epidemia da Peste Negra, século XIV, 1 terço da população europeia morreu e entre os mortos estavam principalmente camponeses e trabalhadores, a parte mais pobre da população. Nesse espectro, pode-se concluir as dificuldades adicionais que essa parcela carente da possui, visto que possuem menos dinheiro para investimentos em remédios, e produtos de prevenção, como o álcool em gel, além dessas pessoas terem menores acessos à informação e saneamento básico, que aumenta o risco de enfermidades.

É importante, ainda, evidenciar o papel da informação na diminuição do número de casos de infectados por uma doença. Posto que, durante a epidemia da Gripe Espanhola, entre 1918 a 1920, a negligência em relação a divulgação de dados sobre essa patologia fez com que ela alcançasse o status de pandemia e causasse milhares de mortes. Além disso, essa pandemia teve repercussões extremamente severas sobre a economia mundial, diminuindo o PIB global em mais de 6%. Nessa conjuntura, é racional deduzir a importância de uma boa divulgação de dados sobre uma enfermidade, dado que eles podem diminuir o número de mortos o que diminui as influências sobre a economia, tornando-se inadmissível permitir que grande parte da população brasileira não tenha o direito a eles.

Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar o problema. Por isso, cabe ao Poder Público aumentar o acesso informação para as populações mais pobres, por meio da divulgação de dados confiáveis e instruções pelas mídias que eles conseguem visualizar, como a televisão, além de garantir a obtenção de remédios gratuitos e saneamento básico para todos, a fim de que as enfermidades tenham menos impactos na vida dos brasileiros e assim impacte menos na economia do Brasil. A partir dessas ações, espera-se garantir uma melhora nas condições socioeconômica na vida dos brasileiros.