Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 25/06/2020
Saúde e economia: Os impactos do COVID-19
Durante a história da humanidade há vários casos de epidemias, e com o advento da globalização essas doenças rapidamente podem se tornar pandemias, como é o caso da gripe espanhola em 1918, gripe suína - H1N1, em 2010 e atualmente o coronavírus - COVID-19. Essa doença vem causando grande impacto global, tanto no sistema de saúde, nas relações interpessoais e na saúde mental, como também na economia. Ao destacar a questão econômica, a previsão é que o impacto se assemelhe ao da crise de 1929. É um período em que o isolamento social se faz necessário e que a economia fica voltada para o consumo essencial, porém os impactos atuais podem ser revertidos com o tempo.
O modelo econômico capitalista, que predomina no mundo, já passou por outros momentos de tensão, como a crise da Bolsa de Nova Iorque em 1929, que impactou profundamente a estrutura financeira global, entretanto o governo traçou planos para que tal situação fosse minimizada. Conhecido como New Deal, o programa teve a participação ativa do governo, tanto na emissão de valores quanto em investimentos e criação de empregos. Haja vista a situação atual, estratégias semelhantes podem ser adotadas, de modo que lentamente a economia global consiga se reestabelecer.
Com relação ao Brasil, o país no momento, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) é o epicentro da pandemia, que se agrava ainda mais com a crise política que está acontecendo, no qual não há um consenso entre o presidente e governadores em relação as medidas a serem tomadas para combater a COVID-19. Para além dessa questão, a economia está sofrendo com a evasão do mercado de trabalhadores com mais de 60 anos, que de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) somam mais de 1,3 milhão de pessoas.
Destarte, é necessário que o governo federal, em parceria com os estados, busque elaborar um plano econômico para que primeiramente consiga minimizar o contágio e a sobrecarga do sistema de saúde, para que depois consiga reaquecer a economia. Para tal, deve continuar incentivando o isolamento social, por meio de propagandas que esclareçam a população os riscos e as maneiras corretas de se prevenir, para após a crise investir no comércio, através de incentivos financeiros para os empresários, sobretudo pequenos e médios, para assim ampliar as ofertas de emprego, incluindo também a população com mais de 60 anos, além de propagandas de incentivo ao comércio e prestação de serviços. Períodos de crise são conflitantes, porém com estratégias apropriadas será algo passageiro.