Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 25/06/2020

Na obra “utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os impactos da pandemia do coronavírus apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos na esferas sociais e econômicas, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Precipuamente, é fulcral pontuar que os impactos na economia pelo coronavírus deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre em nossa sociedade. Devido à falta de atuação das autoridades, milhares de pessoas ficaram desempregadas, além de pequenas e médias empresas se verem obrigadas a fecharem as portas e decretar falência. Esse aumento no desemprego, faz com que as pessoas procurem alternativas para garantir alguma renda, migrando para o mercado informal e autônomo, que sem fiscalização, faz que a disseminação viral seja maior e significativa. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar as péssimas condições de saúde pública como promotor do problemas. Segundo o G1, mais de 1300 pessoas morrem diariamente pelo novo coronavírus, devido a precariedade hospitalar. partindo desse pressuposto, essas vítimas que perdem suas vidas hoje, irão fazer falta no futuro, sendo que grande parte são trabalhadores ativos e movimentam a economia do país. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a má condição de saúde contribui para perpetuação desse quadro deletério.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Economia, deve desenvolver palestras em empresas, com empregados e empregadores e em Unidades de Saúde, por meio de entrevistas com vítimas do problemas, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferênciadas nas redes sociais dos ministérios com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a problemática e atingir um público maior.