Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 03/07/2020
Conforme retrata o físico Issac Newton em sua terceira lei, toda ação promove uma reação como consequência. Nesse sentido, nota-se durante o período da pandemia do COVID-19 a sociedade sofre com distúrbios em todos os âmbitos. Uma das áreas mais atingidas e discutidas é a economia que sente graves impactos com a diminuição do mercado consumidor, além de enfrentar despesas com a manutenção de saúde.
Em primeiro plano, é válido salientar a repercussão da pandemia em relação ao poder de compra social. Desse modo, é possível comparar esse cenário àquele vivido durante a crise do sistema econômico fordista, no qual a população não possuía capital suficiente para manter o mercado devido a grande quantidade de produtos. Todavia, a sociedade atingida pelo coronavírus torna-se incapaz de preservar a economia em virtude do aumento de desemprego e a tendência de comércios entrarem em falência, uma vez que o isolamento social, imprescindível para a decadência da pandemia, impede a manutenção desses.
Outrossim, deve-se frisar os altos custos provenientes da necessidade urgente de zelar pela saúde da população. Nessa perspectiva, em virtude do vírus COVID-19 ser altamente contagioso e ter demonstrado grande letalidade, países a exemplo do Brasil foram submetidos a utilizar reservas de patrimônio público na compra de equipamentos e construção de postos de tratamento. Ademais, os custos imediatos foram estimados a partir de um levantamento detalhado de informações da Tabela de Recursos e Usos do IBGE, obtendo-se um valor semanal de 20 bilhões de reais.
Percebe-se, portanto, os impactos econômicos a serem resolvidos. Para tanto, cabe aos governos promover um projeto de financiamento aos empresários, principalmente os comerciantes locais, em conjunto com o Banco Mundial, visando diminuir o desemprego e gerar capital para que a população possa estabilizar o mercado consumidor, de maneira análoga ao plano Keynesiano, o qual solucionou a crise fordista. Para mais, é vital otimizar a situação da saúde e saneamento básico a fim de evitar novas pandemias enquanto os países se recuperam economicamente através dos impostos e receitas públicas.