Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 06/07/2020

Na idade média, a Peste Negra assolou todo o planeta com uma quantidade incomensurável de mortos, onde, em uma atmosfera catastrófica, não conseguiam lidar de forma higiênica com seus cadáveres. No entanto, o que se enxerga atualmente com a pandemia de coronavírus é a falta de leitos para os doentes, e a fragilidade de vários setores da economia.

Uma das formas de evitar a disseminação do vírus foi o distanciamento social, e a maneira encontrada para realizar essa medida foi paralisar várias atividades da sociedade, dentre elas setores como turismo, entretenimento e comércio “não essencial” foram os mais afetados. Para a médica pneumologista Damille Sandes a fase de disseminação comunitária é a mais crítica em termos de contaminação e por isso, ações que garantam maior isolamento social, como o fechamento do comércio e indústria, são primordiais, pois com a maioria de infectados assintomáticos o risco de contágio é maior.

Em segunda análise, a maior parte dos assalariados trabalham na iniciativa privada, e por isso foram os que mais sofreram os impactos econômicos da pandemia, segundo o Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (I.B.G.E) pela primeira vez metade dos brasileiros estão desempregados: “Isso significa que menos da metade da população em idade de trabalhar está trabalhando. Isso nunca havia ocorrido na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (P.N.A.D) Contínua” diz Adriana Beringuy, analista da pesquisa. As empresas tiveram que paralisar total ou parcialmente suas atividades, e por isso, muitas delas tiveram que demitir grande parte de seus funcionários, por não contarem com reservas financeiras suficientes para manter a empresa sem lucros por meses.

Observa-se que este cenário é maléfico, pois com a suspensão de contratos, uma série de outros problemas se desencadeiam, a renda familiar cai, e subsequentemente o consumo delas também, fazendo com que grandes empresários deixem de investir no Brasil, e deixem de gerar novos empregos e aquecer a economia. Com menos recolhimento de impostos, a União tende a ter mais gastos públicos, principalmente na perspectiva emergencial da saúde, onde são necessários investimentos para conter a pandemia, e no horizonte social com o auxílio para as famílias que perderam a fonte de renda, portanto, a economia se desestabiliza completamente.

Sendo assim, para resolver os impactos econômicos da pandemia, o Ministério da Economia teria de prosseguir com a agenda de reformas econômicas, intervir em setores estratégicos, continuar com o sistema de Auxílio Emergencial aos mais necessitados, e investir em capacitação de micro e pequenos empresários, e dessa forma, será possível amenizar os impactos e retomar o crescimento econômico.