Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 19/07/2020
O livro A Peste, de Albert Camus, produzido no contexto da Segunda Guerra Mundial, pode vir a ser útil para exemplificar o que ocorre no presente. Nessa obra, o autor cria o cenário de uma peste, que, associada ao avanço das ideias nazistas, matou boa parte da população. Na atualidade, o vírus Covid-19 assola o mundo, matando, também, muitas pessoas e gerando grandes impactos na economia do mundo. Semelhante à peste de Camus, a propagação do vírus coloca em debate a importância de um projeto coletivo para a sociedade se reestruturar após um momento tão difícil da história.
A priori, é necessário destacar que, os impactos da pandemia de corona vírus vão além do campo social e da saúde (o que por si só já seria deveras preocupante) e se estendem à economia. Segundo um estudo, feito pela Secretaria de Política Econômica (SPE), 3,5 mil empresas podem entrar em recuperação judicial e falência no decorrer dos meses. Logo é mister afirmar que são necessárias medidas que minimizem esse cenário.
Ademais, vale ressaltar que, um dos motivos para essa recessão é o fato que a pandemia (e o modo com que o Brasil lida com ela) gera incertezas que travam possíveis investimentos na economia nacional. Com isso, fica nítido que, é necessário uma estratégia bem formulada de reformas e de enfrentamento à doença para que se possa recuperar a normalidade e atrair novamente as aplicações nos setores da economia brasileira. Dessa forma, torna-se inevitável que o país entenda o senso de urgência da situação antes que seja muito tarde e haja um colapso econômico.
Compreende-se, portanto, que é de extrema necessidade que o Estado - através do Ministério da economia - se reúna com especialistas competentes e capazes de traçar um plano de recuperação o mais rápido possível. Além disso, é de suma importância que as instituições monetárias flexibilizem a negociação de dívidas para não sufocar os empreendedores e nem os trabalhadores. Por fim, é de grande relevância a atuação individual dos cidadãos, respeitando as medidas de quarentena e de isolamento social para que a crise que acomete a sociedade como um todo acabe o mais rápido possível. Assim, será possível a manutenção das estruturas administrativas e evitar uma recessão ainda mais intensa.