Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 14/07/2020
A pandemia de coronavírus já trouxe grandes impactos para a economia mundial, afetando diversos países através da interrupção nas cadeias de suprimento globais, ocasionando uma menor demanda por bens e serviços importados.
A partir dos possíveis caminhos percorridos pela atividade econômica nos dois anos considerados, o estudo do Ipea tenta transpor os números do PIB para o comércio internacional. Para fazer isso, a pesquisa olha para o histórico de comportamento do comércio frente ao desempenho do PIB global. Os antecedentes mostram que não é necessário que haja queda da atividade econômica (PIB com variação negativa) para que o comércio internacional caia. Isso porque crescimentos econômicos fracos geralmente são amortecidos pelo setor de serviços; mas os momentos de crise ou ritmo baixo tendem a ser mais pesados sobre a indústria, que tem participação maior no comércio internacional. Dentro disso, um crescimento do PIB global a menos de 2% já seria suficiente para levar a uma queda no comércio internacional.
Com a crise, famílias e empresas estão vendo o dinheiro que entra todos os meses diminuir consideravelmente. Isso pode levar a problemas de pagamentos de empréstimos, afetando os sistemas financeiros dos países. Em países mais desenvolvidos, esse risco é menor, por haver mais solidez no setor bancário e pelos esforços que estão sendo feitos de aumentar a liquidez da economia. Em países em desenvolvimento, a crise pandêmica pode levar a uma fuga de capitais. Isso significa que o dinheiro colocado por estrangeiros na economia pode ser retirado em ritmo acelerado, com pouco dinheiro novo entrando. Isso pode levar a desvalorizações das moedas locais, trazendo dificuldades para os países que não têm reservas para conter variações fortes no câmbio.
O impacto do coronavírus da economia brasileira ainda é incerto, o que faz com que os investidores tenham maior aversão ao risco.Em um cenário pessimista, alguns analistas projetaram a recuperação da economia em 5 meses, levando em consideração fatores como o descumprimento das recomendações da OMS, e investigação demorada para o tratamento da epidemia. Por outro lado, em um cenário otimista os analistas esperam uma recuperação da economia em 3 meses, levando em consideração fatores como o cumprimento das recomendações da OMS, e tratamento eficaz para o COVID-19.Diante das incertezas dos impactos econômicos causados pela pandemia de coronavírus, e quanto tempo esta crise permanecerá, é recomendável que os investidores procurem por empresas de setores resilientes à crise.