Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 20/07/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, os impactos econômicos da pandemia no Brasil contraria o filósofo, uma vez que, a parcela mais marginalizada da população está fardada a ser a principal vítima de qualquer impacto econômico. Nesse contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema de contornos específicos, em virtude da negligência estatal e da desigualdade social.

Em primeiro plano, nota-se a questão da negligência do estado como um dos desafios à resolução do problema. Conforme Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Contrariamente, no Brasil, os impactos econômicos não encontram o respaldo político necessário, visto que, o precário acesso da população de baixa renda aos direitos básicos, como, alimentação e moradia, rompe esse equilíbrio.

Em segundo plano, é imprescindível afirmar que a desigualdade social é um dos entraves para a resistência da problemática. Nesse sentido, o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirma que, no Brasil, 1% da população mais rica concentra 28,3% da renda total do país. Isso significa que a maior parte dos indivíduos carecem de recursos financeiros para sobreviver. Desse modo, percebe-se umas das causas do problema, que deve ser intermediada à Luz do Ordenamento Jurídico Brasileiro.

Convém, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Então, é preciso que o Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, crie um plano econômico que diminua os impostos às empresas nacionais e estrangeiras que se alocarem nas zonas periféricas. Ademais, o projeto proposto pelo Estado deve também propiciar um auxílio monetário aos mais carentes, contendo além de dinheiro, isenção de impostos e cestas básicas. Nesse sentido, a finalidade dessas ações é gerar uma economia estável e propiciar uma igualdade social. Dessa forma, é construído um país no qual todos são tratados com a mesma importância.