Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 19/07/2020
A sociedade atual passa por um dos momentos mais dramáticos das últimas décadas: a presente pandemia do coronavírus, a qual já matou mais de seiscentas mil mortes. Ainda assim, há quem acredite que os impactos econômicos das medidas preventivas adotadas pela maioria dos países afetados, em conformidade com orientações da Organização Mundial de Saúde, justificariam o relaxamento imediato destas medidas.
É necessário reconhecer que estas pessoas não estão todas erradas. As principais medidas preventivas são o distanciamento social e a quarentena. Desde de Adam Smith e David Ricardo, sabe-se que a origem de toda riqueza é o trabalho. Se as pessoas estão afastadas do trabalho, não há produção de riquezas, não há rendas e não a consumo a movimentar a economia. É um ciclo vicioso cujo o impacto é claro: uma crise econômica com amplo desemprego e empobrecimento geral da população.
Entretanto, a superlotação das unidades de tratamento intensivo devido a está pandemia já é fato nas maiores cidades do mundo mundo: de Nova Iorque a São Paulo. Sem UTIs disponíveis, dezenas de milhares de pessoas a mais morrerão pela simples impossibilidade de tratamento, e as únicas medidas comprovadamente eficazes para evitar que isso aconteça são o distanciamento social e a quarentena. Ora, ninguém em sã consciência ousaria sacrificar as vidas de seus entes queridos para evitar alguns anos de recessão.
É evidente, portanto, que a vida é insubstituível e muito mais valiosa do que qualquer bem ou serviço que possa ser promovido pelo mercado. Assim, é fundamental que todos façam sua parte no combate ao coronavírus: o estado, por outro lado, deve atuar na conscientização da população e no desenvolvimento de políticas de assistência social para amenizar a crise econômica; e a sociedade, por outro, deve manter o distanciamento e a quarentena a fim de não sobrecarregar o sistema de saúde.