Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 05/08/2020
O coronavírus traz novos desafios para o mundo, um deles é impedir a falência da economia mundial. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2020, o mundo vai apresentar o pior desempenho desde a Grande Depressão de 1929. Com esse cenário, a população tende a consumir menos para poupar recursos para uma eventual crise. O que, por sua vez, leva as empresas a terem diminuição nas suas rendas, fazendo-as cortarem gastos e demitindo empregados, assim aumentando a crise.
O analista de empresas Fabio Faria define o risco como a incerteza em relação à um evento futuro. Quando existe incerteza, pessoas tendem a ficar com medo de gastar e isso gera a uma diminuição do consumo. De acordo com a Organização Mundial do Comércio, o comércio mundial teve uma queda de 32% em 2020.
Logo, com menos demanda, as empresas cortam gastos em uma tentativa desesperada de sobreviver. O Brasil teve aumento em seus números oficiais de desemprego, em 2020, já passam de 13 milhões; afirmou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Com mais desempregados, há menos consumo o que gera a recessão. O FMI afirma que o PIB mundial deve encolher cerca de 3% esse ano, e no Brasil, haverá uma diminuição de 5,3%.
Em suma, para contornar essa situação, é necessário incentivar o consumo e proteger os empregos. O Governo Federal deve criar uma renda básica e deve distribuir diretamente para a população, aumentar a renda de todos deve aumentar o consumo e fazer a economia voltar ao normal. Além disso, há necessidade de proteger a geração de renda que já existe, o Governo Federal deve assumir parte das despesas de pequenas e médias empresas para que elas não demitam os funcionários e assim possam manter suas operações.