Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 19/07/2020
O filme “Inferno” narra a trajetória do simbologista Robert Langdon, que impede que um vírus mortal, capaz de matar metade da população mundial, seja liberado. Analogamente e guardadas as proporções, quando um vírus novo surge, sua contenção é quase impossível. Isso pode ser visto quando se trata da Covid-19, que acabou afetando toda a população mundial e gerou diversas consequências negativas. Dentre elas, pode-se destacar o impacto na economia brasileira sustentado, principalmente, pela prática do isolamento social e pelo aumento do índice de desemprego.
É importante destacar, a priori, que, apesar do isolamento ser necessário para conter os casos de contaminação pelo coronavírus, ele acarreta diversos problemas em outras áreas, como a do trato financeiro. Nesse âmbito, sabe-se que as pessoas se encontram impossibilitadas de sair regularmente de suas casas. Isso afeta o comércio porque, como o ritmo de compras está reduzido, o faturamento diário da maioria dos estabelecimentos também reduz. Esse faturamento é de muita importância - com ele é que se mantém o pagamento das despesas, impostos e funcionários por exemplo - e a falta dele pode levar ao fechamento de vários empreendimentos. Esse cenário está em consonância com o que antevê a Organização Mundial do Comércio segundo a qual o recuo do comércio global será de aproximadamente 30% no ano de 2020.
Atrelado a esse contexto, percebe-se que, a partir do momento em que há o fechamento desses empreendimentos, há, também, um aumento no índice de demissões. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no início da quarentena (mês de abril de 2020) a taxa de desemprego chegou a 12,1%. Dessa forma, nem todos os desempregados conseguem uma nova fonte de renda e, consequentemente, nota-se um fluxo monetário menor no mercado e um grande número de pessoas que dependem do auxílio emergencial, disponibilizado pelo governo, para se sustentar minimamente.
Fica visível, portanto, que medidas são necessárias para que o problema citado possa ser coibido. Para tanto cabe ao Ministério da Economia, órgão responsável por cuidar da política econômica do Brasil, propor um sistema de recuperação comercial, com foco no comércio interno. A ideia é que, por meio de uma Reforma Tributária, sejam criadas flexibilizações provisórias nos valores dos impostos sobre produtos, serviços e estabelecimentos, a fim de que os comerciantes possam diminuir seus gastos e, assim, estabilizar aos poucos a situação financeira, ao passo que os clientes possam voltar a ter condições de manter as compras necessárias. Dessa maneira, notar-se-á uma melhora gradativa no cenário econômico do país.