Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 15/07/2020

A atual pandemia causada pelo novo coronavírus trouxe consequências negativas para várias esferas da sociedade, e, indubitavelmente, uma das mais afetadas foi a esfera econômica. Nesse contexto, pode-se apontar alguns impactos gerados por essa crise, ocasionados por cenários de dúvida e incertezas, como, por exemplo, quedas agressivas no setor financeiro ao redor do mundo e, não exclusivamente, no que concerne ao cenário brasileiro, grande aumento no número de desempregados.       Em primeiro plano, é possível tangenciar o cenário de crise econômica global com o colapso dos mercados financeiros, uma vez que as bolsas de valores representam um indicador importante na economia de um país. Nesse quadro, segundo o site de notícias G1, a Bovespa (índice que reflete o resultado da bolsa brasileira) chegou a acumular queda de mais de 40% em 2020 e, só em março, as empresas listadas na bolsa perderam R$ 1,1 trilhão em valor de mercado. Além disso, o Bank of America publicou uma previsão de queda do PIB brasileiro para 2020 de 7,7%. Logo, analisando essas categorias, é perceptível a gravidade dos abalos sofridos pela economia brasileira.

Do mesmo modo, deve-se atentar a outro indicador importante: o desemprego. Tal grandeza expressa não só a quantidade da população economicamente ativa sem emprego, mas também escancara, principalmente, os altos níveis de desigualdade social na sociedade. Nesse cenário, a pandemia também tem colocado mais brasileiros nas estatísticas do desemprego: a economia brasileira fechou 1,1 milhão de vagas de trabalho com carteira assinada entre os meses de março e abril, segundo dados do Ministério da Economia. Portanto, observa-se a rigidez e a austeridade dessa crise ocasionada pela pandemia, que, se não adotadas melhores precauções, poderá trazer mais prejuízos para toda sociedade.

Por conseguinte, a fim de amenizar os impactos da crise do coronavírus na economia e diminuir o ambiente de dúvidas e incertezas, urge ao Estado a adoção da reabertura gradual do comércio no país, por meio de uma legislação que preze a segurança dos cidadãos com práticas de uso de máscara, distanciamento social e restrições de capacidades nos estabelecimentos, a fim de que os impactos econômicos da crise sejam amenizados e ao mesmo tempo as recomendações da Organização Mundial da Saúde sejam respeitadas. Além disso, é fundamental que o governo, na figura do Ministério da Economia, aplique capital especialmente em pequenas e médias empresas, com recursos arrecadados de impostos, para que as mesmas possam continuar a se manter e a gerar empregos, visto a dificuldade enfrentada por todos. Tais medidas são necessárias, pois um mercado financeiro saudável e baixo desemprego  são fontes imprescindíveis para o funcionamento de uma boa economia.