Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 15/07/2020

É fato que inúmeras crises já afetaram a economia global ao longo do tempo, a exemplo da atual crise do Coronavírus. A adversidade atual difere da Crise de 2008, por exemplo, pelo fato de ter sua origem com a ascensão de um vírus, não sendo causada por alguma situação econômica monetária de determinado país. Todavia, tal fato não diminui as consequências geradas no campo econômico. Dessa forma, a realidade brasileira é de que há uma grande taxa de desemprego e de falência de inúmeras empresas de pequeno e médio porte devido à situação atual.

Em primeiro plano deve-se analisar a taxa de desemprego brasileira durante o primeiro semestre de 2020, que, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi de 13%. Isso posto, segundo o Itaú, o número de desempregados tende a subir ainda mais, visto que os indivíduos não podem buscar novas oportunidades de emprego em razão do fechamento de diversos comércios. Por outro lado, ao comparar a crise atual com a de 2008, percebe-se uma grande diferença. Isso deve-se ao fato de que em 2008 as indústrias e fábricas continuaram seus trabalhos, já na atual, a economia mundial parou completamente por motivos de proteção à saúde da população, episódio que agravou ainda mais o desemprego.

Outrossim, faz-se analogia à crise de 2008 e o momento em que bancos e grandes empresas americanas entraram em falência, o que levou o governo a interferir economicamente na situação. Tal cenário serviu de aprendizagem para a conjuntura atual, em que o governo interviu mais cedo na economia. Entretanto, as medidas de auxílio governamental mostraram-se ineficazes, dado que, em conformidade com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas), cerca de 600 mil micro e pequenas empresas fecharam devido à pandemia. Os aspectos são alarmantes, já que tais empresas constituem 27% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, fazendo com que a economia brasileira tenha um “déficit” ainda maior.

A fim de resolver essa problemática, é mister o que Estado, juntamente com o Ministério da Economia, por meio de verbas destinadas à área, elabore projetos e planos econômicos com o intuito de que a economia brasileira tenha uma melhor recuperação ante a crise. Tais projetos devem visar os pequenos e médios empreendedores, bem como os trabalhadores, contendo um auxílio monetário com o objetivo de que a economia do país não pare. Desse modo, com o auxílio, empresas não irão à falência e não precisarão demitir seus empregados, fazendo o desemprego diminuir ao mesmo tempo em que o PIB aumenta.