Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 15/07/2020
Vírus do pulmão e do bolso
Desde a disseminação do coronavírus pelo planeta, bem como a tomada de medida de isolamento social, o mundo enfrentou grandes desafios em busca da estabilidade. A humanidade sofre diretamente, como também, indiretamente nesta questão, seja pelo potencial do vírus de provocar danos à saúde e pôr vidas em risco, seja pelos impactos que as políticas de enfrentamento da doença causam, prejudicando substancialmente muitos indivíduos no âmbito econômico.
Sob o pretexto de reduzir o contato humano para impedir a proliferação viral, a decretação do período de quarentena impôs o fim de atividades econômicas por um determinado período, o que significou a ruína da proveniência de poder aquisitivo dos cidadãos brasileiros. Além dos danos provocados pelo isolamento horizontal, é necessário enfatizar que setores de trabalho voltados ao entretenimento persistem em déficit e possível falência abrupta. Segundo Carl Menger, economista da Escola Austríaca, o meio mais escasso é utilizado para o fim mais valorizado. Em outras palavras, a caráter subjetivo do valor comprova-se a partir do momento em que garantir o próprio alimento de cada dia é mais importante que artigos que valoriza-se por preferências (roupas, por exemplo).
Visto que as taxas de desemprego aumentaram absurdamente, devido ao período de recessão econômica e obrigatoriedade do fechamento de estabelecimentos comerciais (bem como a diminuição de consumo de artigos não essenciais a sobrevivência), o atual número de desempregados do país é de 12,7 milhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um dado expressivamente alarmante, que representa a incapacidade de diversas famílias em gerar a renda necessária para o próprio sustento. Deste modo, tornam-se dependentes de auxílios governamentais, acentuando ainda mais as contas públicas.
Destarte, é mister que o Ministério da Economia promova, por meio de verbas públicas, programas de amparo econômico e incentivos fiscais a empresas que se comprometam com o combate ao desemprego, de forma que estas recebam auxílio governamental para superar a recessão econômica sem ir a falência, e ao mesmo tempo, garanta emprego para a população que também sofre com os prejuízos do contratante. Deste modo, é possível amenizar os impactos da crise econômica causada pelo coronavírus, que apesar de ser assintomático no organismo de alguns indivíduos, foi sintomático no estilo de vida, sustento e economias de cada cidadão.