Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 17/07/2020
Ao final do ano de 2019, o mundo se viu diante do início de uma crise que afetaria diversos setores, sejam econômicos, de entretenimento ou até mesmo mobilidade. Causada pela pandemia de coronavírus, foi necessário adotar medidas de proteção que estabeleciam que as pessoas deveriam ficar em quarentena e as indústrias e comércios fechados devido a contaminação ocorrer por um simples contato com outros infectados. Em vista dessas medidas, grandes foram as taxas de desemprego e baixas na comercialização. Portanto, a crise pode causar um recuo do investimento em capital humano, fazendo com que sociedade seja menos capacitada e crítica.
Em primeiro plano, as taxas de desemprego há muito já não se mostravam favoráveis e com a nova pandemia elas só têm aumentado. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), já foram mais de 7,8 milhões de vagas de emprego desfeitas no Brasil. Por sua vez, o auxílio oferecido pelo governo para ajudar durante a crise não supre muitas das necessidades básicas de uma família, visto que o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) afirma que para se sustentar no país elas precisam receber no total um salário de no mínimo R$4.214,62.
Consequentemente, os investimentos em educação e estudos por parte das pessoas tem tendência a diminuir, dado que com a necessidade de prover o sustento dentro de casa maior será a busca por empregos e menor por capacitação, ou seja, as pessoas vão dar prioridade a aquilo que trará o retorno de dinheiro com maior rapidez. Tendo em vista também que com o coronavírus as aulas estão no formato EAD (educação a distância) e a internet no país ainda é restrita em muitas áreas com apenas 70% da população total tendo acesso, de acordo com o TIC domicílios. Sendo assim, tanto o ensino fundamental e médio quanto as faculdades correm o risco de sofrerem com a evasão por parte dos alunos.
Logo, em virtude dos dados apresentados, é possível perceber a necessidade de mudanças e incentivos na educação. Primeiramente, o MEC (Ministério da Educação) juntamente com o IBGE, por meios de pesquisas e análises de regiões, deve averiguar quais áreas não possuem acesso à internet e depois mapeá-los. Assim, com as áreas mapeadas, será possível que sejam feitas propostas e intervenções para que pessoas dessas regiões tenham acesso à educação durante os tempos de pandemia, seja por meio de livros ou instalando internet, fazendo com que as instituições de ensino não sofram com evasões escolares e que a população não fique atrasada em qualificações e senso crítico.