Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 19/07/2020

A pandemia de coronavírus tem provocado abalos nos mercados globais e paralisado atividades econômicas no mundo todo, com impactos na produção industrial, comércio, emprego e renda. Diversos países já entraram em recessão e, na avaliação de vários economistas e observadores, a economia global deverá sofrer anos até se recuperar das perdas da crise provocada por esse novo vírus.

Graças aos últimos acontecimentos registrados no mundo o ano de 2020 terá o pior desenvolvimento econômico desde a crise de 1929. Segundo relatoria do FMI (Fundo Monetário Internacional) é estimado que nesse ano o PIB global recue 3% em relação ao ano passado porém de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê que comércio global recuará em até 32%.

A pandemia tem provocado perdas históricas nas bolsas. Nos EUA, as bolsas registraram o pior 1º trimestre desde 1987. No mundo, estima-se aproximadamente US$ 14 trilhões em valor de mercado perdidos. Entre as ações mais afetadas estão as de companhias aéreas, empresas do setor de turismo, tecnologia e automóveis. Mas claro que não foram apenas essas empresas que sofreram baixas, com a situação atual todos os setores perderam valor de mercado e passaram a rever seus resultados para esse ano.

Outro problema enfrentado por muitas pessoas nesses últimos tempos é o desemprego, deve chegar a 14,2% ao fim de 2020, segundo estimativa da IFI (Instituição Fiscal Independente) enquanto no ano passado taxa média de desocupação no país ficou em 11,9%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Porém, mesmo estando no meio de uma crise ainda existem setores que foram na “contra mão” da pandemia e continuam a crescer. Empresas que adotaram estratégias como “home office” ou “delivery” (no caso dos restaurantes e/ou lanchonetes) registraram aumento. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico no início da pandemia ouve uma queda de aproximadamente 19,24% nas compras online em relação a primeira quinzena de março. Entre tanto, apenas duas semanas depois, ouve um crescimento de 28,83% nas transações.

Para que aja um controle e uma possível resolução do problema apoios governamentais são indispensáveis para que pequenos empresários possam continuar com seus empreendimentos e também para famílias que estão sofrendo graças ao desemprego. Outro método que pode ser posto em prática por empresas é o congelamento de contrato com seus funcionários, para que os mesmos tenham seus empregos assegurados continuem suas funções após o término da pandemia.