Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 18/07/2020
A crise econômica desencadeada pelo surto do coronavírus está prejudicando as economias, independentemente do nível de renda. Os dados mais recentes do Índice de Produção Industrial ajustado sazonalmente da UNIDO (abril de 2020 vs dezembro de 2019) indicam que tanto os países de renda média baixa quanto superior foram significativamente impactados pelo coronavírus.
A pandemia vai levar a economia mundial a registrar em 2020 o pior desempenho desde a Grande Depressão de 1929, segundo relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O órgão passou a estimar que o Produto Interno Bruto (PIB) global deve recuar 3%. neste ano. Já a Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê que comércio global recuará em até 32% neste ano. O FMI projeta que 80% dos países vão apresentar recuo da atividade econômica (154 países em 193) em 2020.
Uma questão importante é o quão séria e prolongada é a crise. Se a crise for inferior a seis meses, há todas as chances de que a economia possa se recuperar sem perda de produção. Se as empresas atrasarem a produção por três meses, elas acumulam um atraso de pedidos, quando as pessoas voltam ao trabalho, esse atraso pode ser resolvido devido às pessoas que trabalham ao longo do tempo. Isso pode levar a um mini-boom pós-crise. Segunda a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o mundo vai levar anos para se recuperar do impacto da pandemia do novo coronavírus.
É evidente, portanto, que a vida é insubstituível e muito mais valiosa que qualquer bem ou serviço que possa ser promovido pelo mercado. Assim, é fundamental que todos façam a sua parte no combate ao coronavírus. O Estado, por um lado, deve atuar na conscientização da população e no desenvolvimento de políticas de assistência social para amenizar a crise econômica; e a sociedade, por um lado, deve manter o distanciamento social e a quarentena a Fim de não sobrecarregar o sistema de saúde.